domingo, 4 de março de 2012

Quaresma : tempo de recomeçar


“É necessário ao cristão perceber que o valor das suas boas obras, jejuns, esmolas, penitências etc. Não se funda tanto na quantidade e qualidade, mas na intensidade do amor de Deus com que as pratica” (São João da Cruz)


Com a quarta-feira de cinzas se tem início um belo tempo na Igreja, a quaresma. Tempo que faz memória aos 40 dias no deserto, nos convidando assim a uma conversão diária. Reconhece que sou pó, buscar uma sincera reconciliação com Deus. “Eis o tempo favorável, eis o dia da salvação” (2 cor 6,2).

Certas práticas ajudam a consolidar esta busca de conversão: jejum, esmola e oração. Formando o tripé que junto com a fé faz a cela onde esperamos ansiosamente o Senhor.  Tais práticas têm raízes evangélicas de forma especial em Mt 6,1-6.16-18, onde é exaltada  humildade em fazê-las.

Jejum: são variadas as formas de jejum, mas é preciso ficar claro que ele não pode atingir a saúde, dom de Deus, cada um sabe o jejum adequado. Além do jejum de alimentos existe outros tipos de jejuns, o da língua é um exemplo clássico muito usado, deixar aquilo que traz prazer (chocolate, coca-cola e etc). A negação do ‘“eu” é também um grande jejum, que me ajuda na busca de Deus. Jejuar murmurações, críticas amargas, conversas vãs e até mesmo aceitar desolações. Quando não encontramos consolação em Deus, vivendo período de aridez, passamos por jejum onde Deus é que dá o ponto de partida, pois de certo modo Deus me abstém para melhor eu crescer espiritualmente.

Oração: A humilde oração rezada com uma piedade reta é o sustento na vivência da quaresma, saber usar a valiosa intercessão. “Senhor eu creio, adoro, espero e vos amo e Peço-Vos perdão para os que não crêem, não adoram, não esperam e não Vos amam”. Numa união espiritual aos pecadores. Na oração rasgo meu coração diante de Deus, ilumina o que em mim precisa ser convertido, tendo força para recomeçar na certeza do amor.

Esmola: A esmola ultrapassa o sentido financeiro e toca o desprendimento. É esmola o ato de ouvir atenta a partilha do irmão; é esmola o aconselhamento por meio de consoladoras palavras; é esmola o ver, compreender e aceitar meu próximo. O Desapego do supérfluo me conduz para uma oferta total da minha própria vida, tal como a viúva (Mc 12, 42). Por fim a solidariedade e a caridade revestem a esmola de plenitude.

domingo, 25 de dezembro de 2011

NATAL

O poder do "sim" de Deus fez o mundo.
O amor do "sim" de Maria, trouxe Deus para o mundo!
Nenhum prícipe nasceu tão rico como Deus
e nenhum pobre nasceu tão pobre como Cristo!
Na criação Deus pôs tudo à disposição do homem.
Na encarnação Deus mesmo é que se pôs à nossa disposição!
Desede que Cristo entrou no mundo, muitos o procuram
uns, para matá-lo; outros, para segui-lo.
Os que desejam matá-lo não o encontram;
os que desejam segui-lo morrem!
É um grande mal quando subimos tanto que já não vemos mais os outros.
E quando descemos tanto que já não vemos o céu!
É melhor ter um Natal sem alegria do que ter alegrias sem Cristo!
A festa do Natal é o amor. a festa do amor é a paz!
Quero para o teu Natal alegria de seres feliz
e a alegria de seres bom!

( Pe. Orlando Gambi)

Que o maior enfeite desse Natal seja teu sorriso, tua felicidade. FELIZ NATAL!!!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Festa da Imaculada Conceição!

Graça e Paz da parte de Cristo !

 

Tão grande é a festa celebrada neste dia 08 de dezembro, onde a Igreja faz memória da Imaculada Conceição da Virgem Maria, o momento onde por antecipação Deus remiu o coração Daquela que seria a mãe do Verbo encarnado. O Senhor renovou o seu amor sempre fiel ao mundo já no nascimento de Maria, a inabalada torre que traz o luminoso farol: Jesus.
Místico esplendor é o papel de Maria, ela soube se embriagar no sangue do cordeiro no alto da cruz, contemplava em seu coração as doces mensagens tão secretamente ditas no silêncio. Tão azul céu, tão azul manto de ternura que guarda a Igreja, modelo de plena pureza tão manchada nos atuais dias, eis o palácio da trindade, eis a Virgem Maria, grandes eram os louvores que suavemente ditava a Senhora do mundo. O Tempo do Advento também traz a figura de Maria, ela que teve grande participação na primeira vinda de Jesus e é o modelo de espera para a segunda vinda.
“ Pode o puro[Jesus]Vir dum ser impuro? Jamais!” (Jó 14:4), Maria é a Arca que trouxe Aquele que celaria a nova e eterna aliança, era preciso o Divino arquiterto guarda a casa onde habitaria a propria realeza. A beleza da Imaculada Conceição era tão certa na fé dos homens que sua lembrança era celebrada mesmo antes da definição como um dogma 1854, o proprio ofício da Imaculada Conceição é datado antes da ploclamação do dogma
.
Maria é  mulher prometida no Antigo Testamento, aquela que tem o poder de esmagar a cabeça da serpente, pela voz do anjo o senhor concede a Maria um novo nome, trazendo consigo uma nova missão “Ave Cheia de graça” (do grego,Kekaritomene) , tranbordante de graças, de ouro ardonado a Rainha se econtra diante do Senhor.

O ofício da Imaculada conceição relata todos os tributos dados para Virgem Maria, “Lírio entre os espinhos”, mulher especial na humanidade, consevada da culpa original para melhor gerar em seu seio o Cristo do Pai. “Maria é infinitamente inferior a Deus, mas imensamente superior a todas as criaturas”  (Santo Afonso), Maria é mãe dos homens, mãe da Igreja, mestra da humildade que com sua despretenção atrai o olhar do grande “Eu Sou”.

Seja hoje esta festa o momento de buscarmos a exemplo de Maria a pureza de coração, recriar a vontade de caminha no jardim da inocêncioa, aprender a grandeza do “sim”. Por intercessão da Santa Virgem, peçamos a graça de obeter do Seu Filho o perdão de nosso pecados e graças de santidade, castidade e coragem. Ela que foi presevada do pecado original em sua conceição pelos meritos de Jesus Cristo, “Como Maria não podia conceber algo maior que Deus, assim o Senhor não podia fazer em Maria algo mais perfeito que criá-la Imaculada” (João XXIII)
                                                                            
"Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis."

(Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, 8 de dezembro de 1854)


Toda Bela Sois, Maria!
Rogai Por Nós!
Salve Maria Imaculada!

                                                                                                             Thiago Farias †

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

“Eu vejo você”: de Santo Agostinho até Avatar


Graça e paz da parte de Cristo !


Caros leitores devido ao pouco tempo para escrever, trago presente um artigo do blog "Vida e Castidade", por sinal uma ótima fonte de leitura ; mas prometo ser mais presente e já estou preparando novas postagens.

Boa leitura!

 “Eu vejo você”: de Santo Agostinho até Avatar

Por Christopher West

Quando Avatar se tornou o filme de maior bilheteria da história do cinema, pensei que poderia ir lá e conferir o que o filme tinha de especial.

De fato, há várias coisas a se admirar nesse filme. Além do visual de tirar o fôlego e dos efeitos especiais surpreendentes, eu fiquei especialmente fascinado pelas três palavras simples com que o povo Na'vi se cumprimentava: “eu vejo você”. Como explicado no filme, significa mais do que ver o outro fisicamente, com os olhos. Significa ver dentro do outro, compreender o outro, acolher o outro. Significa ver o coração da outra pessoa, a pessoa da outra pessoa.


E aqui, James Cameron, o escritor e diretor do filme, pode muito bem ter se servido diretamente de Santo Agostinho. Foi o "Doutor da Graça" quem disse que o desejo mais profundo do coração humano é ver o outro e ser visto pelo olhar amoroso do outro (ver Sermão 69, c. 2, 3).

Esse anseio de ver e ser visto, assim como a própria beleza do distante planeta Pandora, remonta ao Éden, à forma original de "ver", sobre a qual João Paulo II reflete em sua Teologia do Corpo. Como o último Papa expressou, o primeiro homem e a primeira mulher “viam o outro mais plena e claramente do que através do próprio sentido da visão.” Eles viam um ao outro com um "olhar interior" (ver catequese de 02/01/1980) - um olhar que vê “dentro” do outro, criando um vínculo profundo de paz e intimidade.

Um "olhar interior" é precisamente o que o povo Na’vi expressa quando diz “eu vejo você”. E isso, creio eu, é um dos atrativos de Avatar: o filme nos convida para uma maneira diferente de ver um ao outro, e o mundo ao nosso redor.
__________

Tradução de trechos do artigo “’I See You’: From Augustine to Avatar”, de Christopher West. Veja o artigo original em: http://www.christopherwest.com/page.asp?contentID=137


Fonte:  http://vidaecastidade.blogspot.com/2011/07/eu-vejo-voce-de-santo-agostinho-ate.html

domingo, 30 de outubro de 2011

Mistério da Trindade

Graça e paz da parte de Cristo!


Santo Agostinho relata um sonho que fala de todo o mistério da Santíssima Trindade:

“Certa vez, Santo Agostinho estava caminhando às margens do mar e viu um menino, que havia feito um buraco na areia. Com um balde pegava a água do mar e colocava dentro desse buraco. Santo Agostinho, observando-o, comenta:
- você nunca conseguirá colocar toda a água do mar dentro desse buraco.
O menino, então, respondeu:
-é mais fácil colocar toda a água do mar dentro desse buraco do que entender o mistério da Trindade. ”

Essa história quer apenas ensinar que, sendo um mistério, não conseguiremos nunca acolher toda a realidade que engloba a Trindade. Por isso é muito normal a sua situação; de fato você diz que já ouviu sobre o tema, mas ainda não ficou contente. A Razão por ser limitada não consegue abraçar todo esse mistério, isso cabe a fé. Isso deve ser um incentivo para que você possa continuar sempre procurando entender esse mistério. A fé deve incentivar a busca do entendimento.
Ainda falando sobre a Trindade Santo Agostinho diz: “Se almejamos compreender tanto quanto nos é possível a Trindade, a igualdade e unidade de um Deus Trino, precisamos crer antes de entender”. Santo Antonio Maria Claret também diz: “Incompreensível vos parecerá isto, sem dúvida. E se pudéssemos compreendê-lo com perfeição seríamos esse Deus”, de fato até mesmo em relação a muitas matérias escolares e fenômenos naturais, desconhecemos muitas coisas, não temos total conhecimento de tudo, porém sabemos que elas existem. Por exemplo, posso não saber como é formado o Ar, porém sei que ele existe, eu sinto ele, assim Deus Trino, infinitamente maior que toda ciência, nunca será compreendido por completo.

O mistério da Trindade consiste em saber que Deus é um em três pessoas; Mistério de comunhão, de unidade na diversidade, como três grandes amigos, que se amam muito, são muito semelhantes, têm os mesmo gostos, o mesmo time. Três velas que quando juntas, formam um só fogo, forte e grande.
“Para que todos sejam um, como tu, Pai, estas em mim e eu em ti” (Jo 17,21a), assim Jesus mostra a sua plena união com Deus (Pai), cuja o amor gera o Espírito Santo.

Frases sobre a trindade.
“Se Deus Pai é que ama, se Jesus é o amado, o Espírito Santo é o amor” (Música da Cantora Adriana).
“A Graça do Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco” (II Cor 13,13), rezado no inicio da Missa.
“A Trindade é uma, quer dizer: Há um só Deus. Não professamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: A Trindade. As pessoas divinas não dividem entre si a única divindade, mas cada uma delas é Deus por inteiro: O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus quanto à natureza. Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (CIC 253).

 “Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo”.
   Perceba que “Os cristãos são batizados «em nome» do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e não «nos nomes» deles porque não há senão um só Deus – o Pai Onipotente, o Seu Filho Unigênito e o Espírito Santo: a Santíssima Trindade.” (Catecismo da Igreja Católica 233).
  Todas as nossas orações têm inicio e fim sobre a luz do Deus uno e trino. O mistério da trindade é o centro da fé, que se torna modelo para a unidade dos homens.

Pessoas da Trindade.

Pai=Não foi criado nem gerado, ele é o criador. É o "princípio e o fim, princípio sem princípio”. Envio o seu Filho. Primeira pessoa da Trindade, eterno e perfeito. Pai em relação ao seu Filho único, Jesus, e somos também seus filhos por herança. “Pai dos pobres”, “Deus de Israel”, “Aba Pai” (Paizinho), “Pai Nosso”, “Eu sou” (Javé), “Todo-poderoso”. Cheio de amor pelas criaturas, fiel a aliança.

Filho= Gerado na eternidade (não criado) pelo Pai e consubstancial (pertencente à mesma natureza e substância) a Ele. Jesus de Nazaré, Verbo Encarnado, assumio natureza humana. Ao se fazer homem, sofreu como homem todo sofrimento, ele é redentor do mundo. Senhor e mestre dos homens. “Emanuel”, “Bendito”, “Prometido”, “Deus salva”, “Filho unigênito”, “Messias”, “Pão vivo que desceu do céu”, “Salvador”. Veio para anunciar a boa noiva; Esposo de nossas almas.

Espírito Santo: É Amor íntimo e infinito de Deus sobre os homens, segundo a reflexão de Agostinho. Manifestou-se no Batismo, Pentecoste e guia a Igreja durante toda história. Terceira pessoa da Trindade santifica a Igreja no mundo com os seus dons. Somos templos do Espírito Santo e por meio dele encontramos palavras para louvar e forças para seguir, e luzes para iluminar o pecado em nós. “Doce hospede”, “Paráclito”, “Consolador”.

 “O fim último de toda a economia divina é o acesso das criaturas à unidade perfeita da bem-aventurada Trindade (82). Mas já desde agora nós somos chamados a ser habitados pela Santíssima Trindade: «Quem me tem amor, diz o Senhor, porá em prática as minhas palavras. Meu Pai amá-lo-á; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada» (Jo 14, 23):
«Ó meu Deus, Trindade que eu adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente de mim, para me estabelecer em Vós, imóvel e pacifica como se já a minha alma estivesse na eternidade. Que nada possa perturbar a minha paz, nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me leve mais longe na profundeza do vosso mistério! Pacificai a minha alma, fazei dela o vosso céu, vossa morada querida e o lugar do vosso repouso. Que nunca ai eu Vos deixe só, mas que esteja lá inteiramente, toda desperta na minha fé, toda em adoração, toda entregue à vossa ação criadora»” (Catecismo da Igreja Católica 260).

Fontes Biográficas:  Catecismo da Igreja Católica.

Salve Maria!
                                                                                                                          Thiago Farias †

domingo, 25 de setembro de 2011

Ao meu Jesus Amado!


Morrer de amor é ta todo consumido do Amado, é um abandono da própria vida e velar eternamente o Amado. Na cruz Jesus, que viveu de amor, morre de amor. A alma também animada de tão doce certeza se joga e se entrega nos braços do Amado, dá tudo, razão, sentimento, olhar, sangue, suor. A alma fixa o olhar no céu e reflete todo esplendor da criação, busca na terra as bem-aventuranças, a plena amizade com o Amado, os valores se limitam no Amado. Ela se percebe uma equação incompleta, em busca da “incógnita” de sua vida, ela se percebe na certeza do Sumo-Bem. As palavras são poucas para definir o tão brado encontro, a alma e o seu Amado, ela é capaz de correr léguas do caminho espiritual, ela salta  barreiras, ela faz tudo, abandona tudo, para ter com o encontro com o Amado.

Thiago Farias †

domingo, 18 de setembro de 2011

Exaltação da Santa Cruz!

Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo

(Oratio 10 in Exaltatione sanctae crucis: PG97,1018-1019)

(Séc.VIII)

A glória e a exaltação de Cristo é a cruz
 

Celebramos a festa da cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz. Celebramos a festa da cruz e junto com o Crucificado somos levados para o alto para que, abandonando a terra com o pecado, obtenhamos os céus. A posse da cruz é tão grande e de tão imenso valor que seu possuidor possui um tesouro. Chamo com razão tesouro aquilo que há de mais belo entre todos os bens pelo conteúdo e pela fama. Nele, por ele e para ele reside toda a nossa salvação, e é restituída ao seu estado original.

Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado. Se não houvesse a cruz, a vida não seria pregada ao lenho com cravos. Se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado as fontes da imortalidade, o sangue e a água, que lavam o mundo. Não teria sido rasgado o documento do pecado, não teríamos sido declarados livres, não teríamos provado da árvore da vida, não se teria aberto o paraíso. Se não houvesse a cruz,a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o inferno.

É, portanto, grande e preciosa a cruz. Grande sim,porque por ela grandes bens se tornaram realidade; e tanto maiores quanto, pelos milagres e sofrimentos de Cristo, mais excelentes quinhões serão distribuídos. Preciosa também porque a cruz é paixão e vitória de Deus: paixão, pela morte voluntária nesta mesma paixão; e vitória porque o diabo é ferido e com ele a morte é vencida. Assim, arrebentadas as prisões dos infernos, a cruz também se tornou a comum salvação de todo o mundo.

É chamada ainda de glória de Cristo, e dita a exaltação de Cristo. Vemo-la como o cálice desejável e o termo dos sofrimentos que Cristo suportou por nós. Que a cruz seja a glória de Cristo, escuta-o a dizer: Agora, o Filho do homem é glorificado e nele Deus é glorificado e logo o glorificará (Jo 13,31-32). E de novo: Glorifica-me tu, Pai, com a glória que tinha junto de ti antes que o mundo existisse (Jo 17,5). E repete: Pai, glorifica teu nome. Desceu então do céu uma voz: Glorifiquei-o e tornarei a glorificar (Jo 12,28), indicando aquela glória que então alcançou na cruz.

Que ainda a cruz seja a exaltação de Cristo, escuta o que ele próprio diz: Quando eu for exaltado, atrairei então todos a mim (cf. Jo 12,32). Bem vês que a cruz é a glória e a exaltação de Cristo.