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domingo, 15 de abril de 2012

Vida Fraterna

Autor: Emanoel Ferreira

A vida religiosa trás como principal elemento a vida fraterna. Esse modo de viver valoriza o sujeito na sai singularidade, bem como desenvolve a qualidade nas relações afetivas é o que o autor chama de: Habitação com comunhão e outro ponto importante que preza na vida fraterna é a participação ativa nos processos decisórios.

            Sendo a comunidade elemento essencial na vida religiosa, ela desenvolve alguns aspectos da vida comunitária como: Trabalha no sentido de superar as deficiências de sociabilidade, nos revela o conhecimento da nossa própria identidade e contribui na construção da nossa personalidade. A comunidade religiosa também é reflexo da comunidade divina, assim, como nos ajuda a compartilhar com os outros os que somos e o que não somos.

            Faz necessário ressaltar que um dos elementos essenciais da vida fraterna é o “amor”. Esse nos coloca em uma dinâmica de vida capaz de superar as divergências e os conflitos, nos fazendo ver o outro como o mais digno de estima e que nos coloca um serviço do outro.

            A vida religiosa nessa perspectiva passa a se tornar no mundo testemunho de fé. A comunhão fraterna é evangelização.

            Assim sendo a vida fraterna contribui na formação humana, transformando-nos em pessoas educadas, que sabem viver e conviver.

            A pessoa que escolhe viver esse estilo de vida tem nas razões, ou melhor, razões do coração. Justifica-se, pois a necessidade básica de todo ser humano é de dar e receber afeto, ou seja, de encontrar um ambiente favorável as relações afetivas. Nesse sentido a felicidade ou infelicidade do religioso depende em parte expressiva daquela rede de contatos e relações afetivas chamando clima ou ambiente comunitário. Para tanto o segredo de muitos religiosos felizes é por que encontra no amor um verdadeiro refúgio.

            Desse modo refugiados no amor deixam resplandecer a satisfação pela a escolha; a alegria de viver que será o alimento para a substância. Nessa ótica é muito importante cultivar a alegria na comunidade religiosa.

            A vida comunitária, portanto, tem sua relevância e seus valores como: A alegria, o otimismo, a tolerância compreensiva, a brandura, a sociabilidade dentre outros. Ajudando-nos a ver as situações com olhos menos dramáticos, mesmo as mais críticas.   



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

“Eu vejo você”: de Santo Agostinho até Avatar


Graça e paz da parte de Cristo !


Caros leitores devido ao pouco tempo para escrever, trago presente um artigo do blog "Vida e Castidade", por sinal uma ótima fonte de leitura ; mas prometo ser mais presente e já estou preparando novas postagens.

Boa leitura!

 “Eu vejo você”: de Santo Agostinho até Avatar

Por Christopher West

Quando Avatar se tornou o filme de maior bilheteria da história do cinema, pensei que poderia ir lá e conferir o que o filme tinha de especial.

De fato, há várias coisas a se admirar nesse filme. Além do visual de tirar o fôlego e dos efeitos especiais surpreendentes, eu fiquei especialmente fascinado pelas três palavras simples com que o povo Na'vi se cumprimentava: “eu vejo você”. Como explicado no filme, significa mais do que ver o outro fisicamente, com os olhos. Significa ver dentro do outro, compreender o outro, acolher o outro. Significa ver o coração da outra pessoa, a pessoa da outra pessoa.


E aqui, James Cameron, o escritor e diretor do filme, pode muito bem ter se servido diretamente de Santo Agostinho. Foi o "Doutor da Graça" quem disse que o desejo mais profundo do coração humano é ver o outro e ser visto pelo olhar amoroso do outro (ver Sermão 69, c. 2, 3).

Esse anseio de ver e ser visto, assim como a própria beleza do distante planeta Pandora, remonta ao Éden, à forma original de "ver", sobre a qual João Paulo II reflete em sua Teologia do Corpo. Como o último Papa expressou, o primeiro homem e a primeira mulher “viam o outro mais plena e claramente do que através do próprio sentido da visão.” Eles viam um ao outro com um "olhar interior" (ver catequese de 02/01/1980) - um olhar que vê “dentro” do outro, criando um vínculo profundo de paz e intimidade.

Um "olhar interior" é precisamente o que o povo Na’vi expressa quando diz “eu vejo você”. E isso, creio eu, é um dos atrativos de Avatar: o filme nos convida para uma maneira diferente de ver um ao outro, e o mundo ao nosso redor.
__________

Tradução de trechos do artigo “’I See You’: From Augustine to Avatar”, de Christopher West. Veja o artigo original em: http://www.christopherwest.com/page.asp?contentID=137


Fonte:  http://vidaecastidade.blogspot.com/2011/07/eu-vejo-voce-de-santo-agostinho-ate.html

domingo, 30 de outubro de 2011

Mistério da Trindade

Graça e paz da parte de Cristo!


Santo Agostinho relata um sonho que fala de todo o mistério da Santíssima Trindade:

“Certa vez, Santo Agostinho estava caminhando às margens do mar e viu um menino, que havia feito um buraco na areia. Com um balde pegava a água do mar e colocava dentro desse buraco. Santo Agostinho, observando-o, comenta:
- você nunca conseguirá colocar toda a água do mar dentro desse buraco.
O menino, então, respondeu:
-é mais fácil colocar toda a água do mar dentro desse buraco do que entender o mistério da Trindade. ”

Essa história quer apenas ensinar que, sendo um mistério, não conseguiremos nunca acolher toda a realidade que engloba a Trindade. Por isso é muito normal a sua situação; de fato você diz que já ouviu sobre o tema, mas ainda não ficou contente. A Razão por ser limitada não consegue abraçar todo esse mistério, isso cabe a fé. Isso deve ser um incentivo para que você possa continuar sempre procurando entender esse mistério. A fé deve incentivar a busca do entendimento.
Ainda falando sobre a Trindade Santo Agostinho diz: “Se almejamos compreender tanto quanto nos é possível a Trindade, a igualdade e unidade de um Deus Trino, precisamos crer antes de entender”. Santo Antonio Maria Claret também diz: “Incompreensível vos parecerá isto, sem dúvida. E se pudéssemos compreendê-lo com perfeição seríamos esse Deus”, de fato até mesmo em relação a muitas matérias escolares e fenômenos naturais, desconhecemos muitas coisas, não temos total conhecimento de tudo, porém sabemos que elas existem. Por exemplo, posso não saber como é formado o Ar, porém sei que ele existe, eu sinto ele, assim Deus Trino, infinitamente maior que toda ciência, nunca será compreendido por completo.

O mistério da Trindade consiste em saber que Deus é um em três pessoas; Mistério de comunhão, de unidade na diversidade, como três grandes amigos, que se amam muito, são muito semelhantes, têm os mesmo gostos, o mesmo time. Três velas que quando juntas, formam um só fogo, forte e grande.
“Para que todos sejam um, como tu, Pai, estas em mim e eu em ti” (Jo 17,21a), assim Jesus mostra a sua plena união com Deus (Pai), cuja o amor gera o Espírito Santo.

Frases sobre a trindade.
“Se Deus Pai é que ama, se Jesus é o amado, o Espírito Santo é o amor” (Música da Cantora Adriana).
“A Graça do Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco” (II Cor 13,13), rezado no inicio da Missa.
“A Trindade é uma, quer dizer: Há um só Deus. Não professamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: A Trindade. As pessoas divinas não dividem entre si a única divindade, mas cada uma delas é Deus por inteiro: O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus quanto à natureza. Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (CIC 253).

 “Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo”.
   Perceba que “Os cristãos são batizados «em nome» do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e não «nos nomes» deles porque não há senão um só Deus – o Pai Onipotente, o Seu Filho Unigênito e o Espírito Santo: a Santíssima Trindade.” (Catecismo da Igreja Católica 233).
  Todas as nossas orações têm inicio e fim sobre a luz do Deus uno e trino. O mistério da trindade é o centro da fé, que se torna modelo para a unidade dos homens.

Pessoas da Trindade.

Pai=Não foi criado nem gerado, ele é o criador. É o "princípio e o fim, princípio sem princípio”. Envio o seu Filho. Primeira pessoa da Trindade, eterno e perfeito. Pai em relação ao seu Filho único, Jesus, e somos também seus filhos por herança. “Pai dos pobres”, “Deus de Israel”, “Aba Pai” (Paizinho), “Pai Nosso”, “Eu sou” (Javé), “Todo-poderoso”. Cheio de amor pelas criaturas, fiel a aliança.

Filho= Gerado na eternidade (não criado) pelo Pai e consubstancial (pertencente à mesma natureza e substância) a Ele. Jesus de Nazaré, Verbo Encarnado, assumio natureza humana. Ao se fazer homem, sofreu como homem todo sofrimento, ele é redentor do mundo. Senhor e mestre dos homens. “Emanuel”, “Bendito”, “Prometido”, “Deus salva”, “Filho unigênito”, “Messias”, “Pão vivo que desceu do céu”, “Salvador”. Veio para anunciar a boa noiva; Esposo de nossas almas.

Espírito Santo: É Amor íntimo e infinito de Deus sobre os homens, segundo a reflexão de Agostinho. Manifestou-se no Batismo, Pentecoste e guia a Igreja durante toda história. Terceira pessoa da Trindade santifica a Igreja no mundo com os seus dons. Somos templos do Espírito Santo e por meio dele encontramos palavras para louvar e forças para seguir, e luzes para iluminar o pecado em nós. “Doce hospede”, “Paráclito”, “Consolador”.

 “O fim último de toda a economia divina é o acesso das criaturas à unidade perfeita da bem-aventurada Trindade (82). Mas já desde agora nós somos chamados a ser habitados pela Santíssima Trindade: «Quem me tem amor, diz o Senhor, porá em prática as minhas palavras. Meu Pai amá-lo-á; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada» (Jo 14, 23):
«Ó meu Deus, Trindade que eu adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente de mim, para me estabelecer em Vós, imóvel e pacifica como se já a minha alma estivesse na eternidade. Que nada possa perturbar a minha paz, nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me leve mais longe na profundeza do vosso mistério! Pacificai a minha alma, fazei dela o vosso céu, vossa morada querida e o lugar do vosso repouso. Que nunca ai eu Vos deixe só, mas que esteja lá inteiramente, toda desperta na minha fé, toda em adoração, toda entregue à vossa ação criadora»” (Catecismo da Igreja Católica 260).

Fontes Biográficas:  Catecismo da Igreja Católica.

Salve Maria!
                                                                                                                          Thiago Farias †

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Santidade é ter as atitudes de Jesus


O desejo de santidade é somente seu

O que é a santidade? Santidade é ter a face de Cristo, as atitudes d’Ele, temperamento, desejo, entre outros. Santidade é presença de Jesus em nossa vida.
A santidade parte de Deus e só podemos ser santos n'Ele. A sua história pessoal e tudo aquilo que Deus tem e quer fazer na sua vida é um momento único que vai exigir de você obediência..
O que você deseja é que o seu coração seja cheio do Espírito Santo; você deseja dar a Deus a santidade da sua vida, com o seu “sim”, com uma resposta concreta de amor. No entanto, essa atitude custa vida, experiência do dia-a-dia, sacrifício e, principalmente, não se esconder atrás de uma devoção, pois muitos se escondem atrás de uma devoção que não leva ninguém a lugar nenhum, por exemplo, quando vocês vão visitar santuários como simples turistas. 
Só Jesus Cristo é santo. É a santidade d'Ele que atravessa o tempo e a história e entra na vida de cada um. É ela que faz de nós homens e mulheres santos. Sem o Senhor, ninguém é santo, ninguém é forte, ninguém é nada. Por essa razão, você tem de crer que o Senhor é capaz de fazer de você um homem e uma mulher santos. Saia da ignorância, acredite que Deus pode mudar a sua vida e levá-lo a uma vida de santidade.
No mundo atual – onde tudo é rodeado pelo capital e pelo dinheiro – precisamos dar um testemunho diferente e mostrar a ele que a nossa devoção nos leva à santidade e não somente a um aproveitamento financeiro da devoção. 
A Igreja precisa de santos e santas hoje, agora. Para sermos santos e santas, neste momento presente, é preciso um amor extraordinário por Jesus, um amor que tenha a coragem de lutar contra todas as estruturas de pecado. Não há santidade sem liberdade! Ela não pode ser vivida sem o ato de ser profeta, que exige anúncio e denúncia; ela não pode ser vivida sem luta contra todas essas estruturas que abalam a Igreja. 
Santidade é luta pessoal, pois só você pode ter a certeza interior de que a busca defendendo a verdade que está na Igreja, com amor esponsal consumindo-se pela Igreja de Cristo, mesmo que isso lhe cause perseguição. 
Ser santo não é somente imitar Jesus, mas é ser Jesus, é vivê-Lo. Não dá para ser santo vivendo como todos vivem, aplaudindo tudo, vivendo de acordo com o sistema deste mundo. É preciso ir na contramão. Embora isso custe vida e sacrifício – é o jeito que o Senhor deseja que vivamos. Você não pode ficar na hipocrisia de uma vida falsa. 
A santidade precisa dar ao mundo um sinal de contradição, e dizer sempre que o “sim” é “sim” e que o “não” é “não”. Precisa ser uma mudança interna do nosso interior, uma mudança de “ossos” como diz São Paulo. Não se esconda atrás do túmulo dos santos, vá aos santuários buscando ser santo. A luta é sua, a dor, as lágrimas são suas, o ardente desejo de santidade é somente seu. 
Que Jesus não seja somente uma lembrança. Você não é uma “ovelha perdida”, pois tem um Pastor. O Senhor nos diz que esse mundo nos odiará, mas é tudo pela santidade. 
Padre Roberto Lettieri é fundador da Fraternidade Toca de Assis, que tem como principal carisma a adoração ao Santíssimo Sacramento e o acolhimento aos mais necessitados. Prega diversos encontros e retiros por todo o Brasil. 

Padre Roberto Lettieri
Comunidade Toca de Assis