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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Festa da Imaculada Conceição!

Graça e Paz da parte de Cristo !

 

Tão grande é a festa celebrada neste dia 08 de dezembro, onde a Igreja faz memória da Imaculada Conceição da Virgem Maria, o momento onde por antecipação Deus remiu o coração Daquela que seria a mãe do Verbo encarnado. O Senhor renovou o seu amor sempre fiel ao mundo já no nascimento de Maria, a inabalada torre que traz o luminoso farol: Jesus.
Místico esplendor é o papel de Maria, ela soube se embriagar no sangue do cordeiro no alto da cruz, contemplava em seu coração as doces mensagens tão secretamente ditas no silêncio. Tão azul céu, tão azul manto de ternura que guarda a Igreja, modelo de plena pureza tão manchada nos atuais dias, eis o palácio da trindade, eis a Virgem Maria, grandes eram os louvores que suavemente ditava a Senhora do mundo. O Tempo do Advento também traz a figura de Maria, ela que teve grande participação na primeira vinda de Jesus e é o modelo de espera para a segunda vinda.
“ Pode o puro[Jesus]Vir dum ser impuro? Jamais!” (Jó 14:4), Maria é a Arca que trouxe Aquele que celaria a nova e eterna aliança, era preciso o Divino arquiterto guarda a casa onde habitaria a propria realeza. A beleza da Imaculada Conceição era tão certa na fé dos homens que sua lembrança era celebrada mesmo antes da definição como um dogma 1854, o proprio ofício da Imaculada Conceição é datado antes da ploclamação do dogma
.
Maria é  mulher prometida no Antigo Testamento, aquela que tem o poder de esmagar a cabeça da serpente, pela voz do anjo o senhor concede a Maria um novo nome, trazendo consigo uma nova missão “Ave Cheia de graça” (do grego,Kekaritomene) , tranbordante de graças, de ouro ardonado a Rainha se econtra diante do Senhor.

O ofício da Imaculada conceição relata todos os tributos dados para Virgem Maria, “Lírio entre os espinhos”, mulher especial na humanidade, consevada da culpa original para melhor gerar em seu seio o Cristo do Pai. “Maria é infinitamente inferior a Deus, mas imensamente superior a todas as criaturas”  (Santo Afonso), Maria é mãe dos homens, mãe da Igreja, mestra da humildade que com sua despretenção atrai o olhar do grande “Eu Sou”.

Seja hoje esta festa o momento de buscarmos a exemplo de Maria a pureza de coração, recriar a vontade de caminha no jardim da inocêncioa, aprender a grandeza do “sim”. Por intercessão da Santa Virgem, peçamos a graça de obeter do Seu Filho o perdão de nosso pecados e graças de santidade, castidade e coragem. Ela que foi presevada do pecado original em sua conceição pelos meritos de Jesus Cristo, “Como Maria não podia conceber algo maior que Deus, assim o Senhor não podia fazer em Maria algo mais perfeito que criá-la Imaculada” (João XXIII)
                                                                            
"Em honra da santa e indivisa Trindade, para decoro e ornamento da Virgem Mãe de Deus, para exaltação da fé católica, e para incremento da religião cristã, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo, e com a nossa, declaramos, pronunciamos e definimos a doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus e, portanto, deve ser sólida e constantemente crida por todos os fiéis."

(Pio IX, na Bula Ineffabilis Deus, 8 de dezembro de 1854)


Toda Bela Sois, Maria!
Rogai Por Nós!
Salve Maria Imaculada!

                                                                                                             Thiago Farias †

domingo, 18 de setembro de 2011

Exaltação da Santa Cruz!

Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo

(Oratio 10 in Exaltatione sanctae crucis: PG97,1018-1019)

(Séc.VIII)

A glória e a exaltação de Cristo é a cruz
 

Celebramos a festa da cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz. Celebramos a festa da cruz e junto com o Crucificado somos levados para o alto para que, abandonando a terra com o pecado, obtenhamos os céus. A posse da cruz é tão grande e de tão imenso valor que seu possuidor possui um tesouro. Chamo com razão tesouro aquilo que há de mais belo entre todos os bens pelo conteúdo e pela fama. Nele, por ele e para ele reside toda a nossa salvação, e é restituída ao seu estado original.

Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado. Se não houvesse a cruz, a vida não seria pregada ao lenho com cravos. Se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado as fontes da imortalidade, o sangue e a água, que lavam o mundo. Não teria sido rasgado o documento do pecado, não teríamos sido declarados livres, não teríamos provado da árvore da vida, não se teria aberto o paraíso. Se não houvesse a cruz,a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o inferno.

É, portanto, grande e preciosa a cruz. Grande sim,porque por ela grandes bens se tornaram realidade; e tanto maiores quanto, pelos milagres e sofrimentos de Cristo, mais excelentes quinhões serão distribuídos. Preciosa também porque a cruz é paixão e vitória de Deus: paixão, pela morte voluntária nesta mesma paixão; e vitória porque o diabo é ferido e com ele a morte é vencida. Assim, arrebentadas as prisões dos infernos, a cruz também se tornou a comum salvação de todo o mundo.

É chamada ainda de glória de Cristo, e dita a exaltação de Cristo. Vemo-la como o cálice desejável e o termo dos sofrimentos que Cristo suportou por nós. Que a cruz seja a glória de Cristo, escuta-o a dizer: Agora, o Filho do homem é glorificado e nele Deus é glorificado e logo o glorificará (Jo 13,31-32). E de novo: Glorifica-me tu, Pai, com a glória que tinha junto de ti antes que o mundo existisse (Jo 17,5). E repete: Pai, glorifica teu nome. Desceu então do céu uma voz: Glorifiquei-o e tornarei a glorificar (Jo 12,28), indicando aquela glória que então alcançou na cruz.

Que ainda a cruz seja a exaltação de Cristo, escuta o que ele próprio diz: Quando eu for exaltado, atrairei então todos a mim (cf. Jo 12,32). Bem vês que a cruz é a glória e a exaltação de Cristo.
 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Corpus Christi : "Jesus Sacramentado, nosso Deus Amado"

 Graça e paz da parte de Cristo!

A instituição da Eucaristia é celebrada na quinta-feira Santa, mas devido ao espírito penitencial da Semana Santa foi reservado um outro dia para celebrar com jubilo de festa o esplendor da Eucaristia, esta festa é chamada de "Corpus Christi". Uma festa que foi pedida em visão para Santa Juliana e instituída pelo Papa Urbano IV.

Toda alimento consumido é  transformado em nós, nosso organismo usa do que comemos; com a Eucaristia acontece o contrário, Cristo nos transforma nele. Comungar requer mudança, busca de santidade, mesmo perante nossa fraqueza Cristo vem ao nosso encontro por meio da Eucaristia. É preciso deixar claro que a Eucaristia não representa Jesus Cristo, a Eucaristia é o próprio Jesus, corpo, sangue, alma e divindade. "Jesus replicou: Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede." (Jo 6,  35)

Primeiro Deus ama através da criação; depois ama assumindo a natureza humana pela encarnação; seu amor extremo chega até no ponto de ele mesmo se fazer alimento. A Eucaristia é portatanto  a via de amor, a fortaleza para as almas, prazer, coragem, sutento, por fim a Igreja encontra nela a certeza do céu.Cristo ressucita nasnossas fraquezas, quandocomugamos.Antes de se entregar no madeiro da cruz,  Ele deu-se em comida para os seus "Conhecendo o Senhor quem iria entregá-lo na mão do homicida, quis aos dozes entrega-se primeiro, qual perfeito alimento de vida" (Hino das Laudes, Solenidade do corpo e sangue de Jesus. Liturgiadas horas). Oh se soubecemos o pleno valor da Eucaristia, por nada trocariamos este momento.

Eis que o Amado bate na porta do nosso  coração e lá deseja ceiar conosco, em um altar construido no próprio coração, onde sonhos, desejos, vontades e misérias se dobram para adorar o Cordeioro imolado. Na comunhão o mistério de amor se torna em nós real,  cristificando as pobres almas. Eis que o grande convite feito pela Senhor é repetido pela Igreja "Tomai, todos, e comei: isto é o meu Corpo que será entregue por vós" .No jardim arido palpita a vida, germina santidade, o infinito vem ao nosso jardim por meio da Eucaristia.

"A Igreja vive da Eucaristia"  já clamava o hoje beato João Paulo II. O sangue derramado do Sagrado coração permanentemente alimenta com o corpo. Oh doce milagre, oh Jesus Eucarístico, amor infinito, a nós só resta gratidão, insuperável aproximação no banquete da glória com o canto do coro dos anjos. Encontrar Jesus no altar é entender que Ele ainda acredita em nós, nosso olhar penetra o sacramento e ver além das espécies do pão e do vinho, ver o Senhor consolando nossa alma e humildemente clamamos "Meu Senhor e Meu Deus", meu tesouro mais caro, experiência com o céu, o Deus próximo consome de amor as almas comugantes.

A Eucaristia também requer um ato de fé, ter a certeza do encontro com uma pessoa, peçamos a graça de crer e saber que o Senhor se faz nosso. Ele introduz as almas em sua presença, eis o sacramento por execelência. Ele deseja em nós fazer morada, inflamados de amor busquemos um coração Eucarístico.

Maria e Eucaristia!

Na encarnação o ventre de Maria se fez capela, ondeo Filho consubstancial ao Paiser fez também consubstancial ao homem. A Virgem Maria ansiosamente esperava o seu Filho se fazer alimento, para numa segunda vez ter dentro de si o mesmo verbo gerado. Hoje Ela conduz todos ao encontro do banquete do Filho, a festa do Senhor e Ela mesmo anteciosamente prepara a mesa do altar do nosso coração, Ela que já foi capela do santíssimo hoje ensina como o homem deve dele também ser sacrário. A voz de Maria branda "Eis aqui  a escrava do Senhor", quando comugamos nossa alma ficva presa em amor. Realmente o amor tem um sabor e Maria ensina a experimentar o sabor.


Os Santos é a Eucaristia!
 Todos os santos foram apaixonados pela Eucaristia, trago presente alguns deles.

Pe. Dehon, SCJ :"A Eucaristia é o foco, a base, o centro de toda vida, de toda obra, de todo apostolado...O operário do Evangelho que não vive da Eucaristia não possui mais do que uma palavra sem vida e uma ação sem eficácia"

São João Crisóstomo, Doutor da Eucaristia :"Há tanta gente que diz agora "Eu desejo ver Sua figura, Sua aparência, Suas vestes, Suas sandálias". Mas basta olhar ! Veja-O! Vós o tocais! Vós vos alimentais dEle!E Vós ainda dizes que deseja ver a sua roupa...mas Ele não somente se deixa ver por vós; deixar-se também tocar, servir de alimento e ser recebido dentro de vós. Não nos aproximemos dEle indiferentes, pusilânimes, mas todos com os corações ardentes, ferventes, estimulados."

Santo Afonso de Ligório:"Jesus na Eucaristia é o médico e remédio".
 
São João Crisóstomo:  “Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente “doente de amor”

São Francisco de Sales: “Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”.

Santo Agostinho: “Sendo Deus onipotente, não pôde dar mais; sendo sapientíssimo, não soube dar mais; e sendo riquíssimo, não teve mais o que dar.”

Santa Teresinha: “Não é para ficar numa âmbula de ouro, que Jesus desce cada dia do céu, mas para encontrar um outro céu, o da nossa alma, onde ele encontra as sua delícias”.

São Filipe Neri: “A devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à Santíssima Virgem são, não o melhor, mas o único meio para se conservar a pureza. Somente a comunhão é capaz de conservar um coração puro aos 20 anos. Não pode haver castidade sem a Eucaristia.”

Santa Catarina de Gênova: “O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem empregado da minha vida”.

São João Bosco: "Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o poucas vezes. Quereis que o demônio vos assalte? Visitai raramente a Jesus Sacramentado. Quereis que o demônio fuja de vós? Visitai a Jesus muitas vezes. Quereis vencer ao demônio? Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus. Quereis ser vencidos? Deixai de visitar Jesus…”

Salve Maria Imaculada! 
                                                                                                  Thiago Farias †
 Confira também os dois vídeos...




domingo, 12 de junho de 2011

Sermão de Pentecostes de São Leão Magno

 Graça e paz da parte de Cristo!

Caros leitores trago presente uma bela homilia relacionado a Solenidade hoje celebrada, retirada do Blog "Salvem a Liturgia". Aproveitem cada palavra aqui colocada por São Leão Magno.



"Todos os corações sabem, caríssimos, que a solenidade de hoje deve ser celebrada como uma das festas mais importantes. Ninguém ignora ou contesta a reverência com que se deve festejar este dia, consagrado pelo Espírito Santo com o milagre excelente de seu dom. Sendo, na verdade, o décimo dia depois daquele em que o Senhor subiu ao céu, para se assentar à direita de Deus, refulge como o dia qüinquagésimo após a sua Ressurreição, e traz em si grandes mistérios, referentes a antigos e novos sacramentos, na mais clara manifestação de que a Graça foi prenunciada pela Lei e a Lei cumprida pela Graça. Sim, do mesmo modo como outrora, no monte Sinai, a Lei fora dada ao povo hebreu, libertado dos egípcios, no dia qüinquagésimo após a imolação do cordeiro, assim também, após a Paixão de Cristo, imolação do verdadeiro Cordeiro de Deus, é no qüinquagésimo dia desde sua Ressurreição que se infunde o Espírito Santo nos apóstolos e na multidão dos fiéis. O cristão diligente facilmente vê como os inícios do Antigo Testamento serviram aos primórdios do Evangelho, e como a segunda Aliança foi criada pelo mesmo Espírito que instituiu a primeira.

Com efeito, diz a narrativa dos apóstolos:

“Como se completassem os dias de Pentecostes e estivessem todos os discípulos juntos no mesmo lugar, repentinamente se fez ouvir do céu um ruído como o de vento que soprava impetuosamente, e encheu toda a casa onde estavam. Apareceram-lhes então como línguas de fogo, que se puseram sobre cada um deles; e todos ficaram cheios do Espírito Santo, começando a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia falarem” (At 2, 1-4).

É veloz a palavra da Sabedoria, e onde Deus é o Mestre quão rapidamente se aprende a doutrina! Não houve necessidade de interpretação para o entendimento, não houve aprendizado, não houve prazo para estudo, mas, assim que o Espírito da verdade soprou como quis, as línguas particulares dos diversos povos se tornaram comuns na boca da Igreja.

A partir desse dia ressoou a trombeta da pregação evangélica. A partir desse dia as chuvas de graças, os rios das bênçãos irrigaram todos os desertos e a terra inteira, pois a fim de renovar sua face “o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gn 1,2). E, para a expulsão das trevas de antes, coruscavam os relâmpagos da nova Luz no esplendor das línguas flamejantes. Assim se manifestava a luminosa e ígnea palavra do Senhor, dotada da eficácia de iluminar e da força de abrasar, necessárias ao entendimento e à destruição do pecado.

Porém, caríssimos, embora tenha sido admirável a própria aparência desses acontecimentos e não haja dúvida de que a majestade do Espírito Santo tenha estado presente à harmonia exultante das vozes humanas, não se pense que apareceu a sua divina essência naquilo que se mostrou aos olhes corporais. A natureza invisível e comum ao Pai e ao Filho manifestou a qualidade de seu dom e de sua obra por meio do sinal de santificação que bem lhe aprouve, mas conteve em sua divindade a propriedade de sua essência.

Assim como a visão humana não pode perceber o Pai e o Filho também não percebe o Espírito Santo. Na Trindade, com efeito, nada é dissemelhante, nada é desigual, e todas as coisas que se possam pensar a respeito dessa substância não se distinguem pela excelência, pela glória ou pela eternidade. É verdade que, conforme as propriedades das Pessoas, um é o Pai, outro o Filho, outro o Espírito Santo, mas não há divindade diferente, natureza distinta. Assim como o Filho precede do Pai, igualmente o Espírito Santo é Espírito do Pai e do Filho. Não como as criaturas, que são também do Pai e do Filho, mas como alguém que, como ambos, vive, é poderoso e existe eternamente, desde que existem o Pai e o Filho. Por essa razão o Senhor, quando prometeu a vinda do Espírito Santo aos discípulos, antes do dia da Paixão, disse:

“Ainda muitas coisas vos tenho a dizer: quando, porém, vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá para toda a verdade. Pois não falará de si mesmo, mas falará o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que deverão suceder. Tudo o que o Pai tem é meu; per isto disse que receberá do que é meu e vos anunciará” (Jo 16, 12-13.15).

O Pai, portanto não tem algo que não o tenham o Filho ou o Espírito Santo. Tudo o que tem o Pai, tem o Filho e tem o Espírito Santo. Nunca faltou na Trindade essa perfeita comunhão; nela são uma mesma coisa “tudo possuir” e “sempre existir”. Não imaginemos sucessão de tempo na Trindade, não imaginemos gradações ou diferenças. Se, de um lado não se pode explicar o que Deus é, de outro não se ouse afirmar o que Deus não é. Seria melhor deixar de discorrer sobre as propriedades da natureza inefável de Deus, do que afirmar o que não lhe convém. O que concebem, pois, os corações piedosos a respeito da glória eterna e imutável do Pai, entendam-no ao mesmo tempo do Filho e do Espírito Santo, de um modo inseparável e sem diferença. Nossa confissão é ser a Trindade um só Deus, já que nas três Pessoas não existe diversidade de substancia, poder, vontade ou operação.

Assim, se reprovamos os arianos, que pretendem existir diferença entre o Pai e o Filho, reprovamos igualmente os macedonianos, os quais, embora atribuindo igualdade entre o Pai e o Filho, pensam que o Espírito Santo seja de natureza inferior. Eles não vêem estarem incidindo naquela blasfêmia indigna de ser perdoada tanto no século presente como no futuro, consoante a palavra do Senhor:

“A todo o que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas ao que disser contra o Espírito Santo não será perdoado nem neste século nem no vindouro” (Mt 12, 32).

Quem permanece, portanto, nessa impiedade fica sem perdão, pois expulsou de si aquele por meio do qual seria capaz de confessar a verdadeira fé. Jamais se beneficiará do perdão quem não tiver advogado para protegê-lo.

Ora, é do Espírito Santo que procede em nós a invocação do Pai, dele são as lágrimas dos penitentes, dele os gemidos dos que suplicam, “… e ninguém pode dizer Senhor Jesus senão no Espírito Santo” (I Cor 12, 3).

O Apóstolo prega de maneira evidente a onipotência do Espírito, igual à do Pai e do Filho, bem como sua divindade, ao dizer:

“há diversidade de graças, mas um mesmo é o Espírito; e há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor; e há diversidade de operações, mas um mesmo é o Deus que opera tudo em todos” (I Cor 12, 4-6).

Por estes e outros documentos, através dos quais, de inumeráveis modos brilha a autoridade das palavras divinas, sejamos incitados, caríssimos, unanimemente, à veneração de Pentecostes, exultando em honra do Santo Espírito, por quem toda a Igreja é santificada e toda alma racional é penetrada. Ele é o inspirador da fé, o Mestre da ciência, a fonte do amor, o selo da castidade, o artífice de toda virtude.

Regozijem-se as mentes dos fiéis com o fato de, em todo o mundo, ser louvado pelas diferentes línguas o Deus uno, Pai, e Filho e Espírito Santo; com o fato de prosseguir em seu trabalho e dom aquela santificação que apareceu na chama do fogo. O mesmo Espírito da verdade faz refulgir com sua luz a morada de sua glória, nada querendo de tenebroso ou morno em seu templo.

Foi também por auxílio e instrução desse Espírito que recebemos a purificação do jejum e da esmola. Com efeito, segue-se ao venerável dia de hoje um costume de salutar observância, que os santos julgam de grande utilidade e nós vos exortamos, com pastoral solicitude, a que o celebreis com o maior zelo possível. Assim, se a negligência vos fez contrair em dias passados algo de pecaminoso, seja isto penitenciado pela censura do jejum e pelo devotamento da misericórdia. Jejuemos na quarta e na sexta-feira, para sábado celebrarmos juntos as vigílias, com a habitual devoção. Por Cristo, Nosso Senhor que vive e reina com o Pai e o Espírito santo, pelos séculos dos séculos. Amém."


São Leão I Magno, Papa e Doutor da Igerja. Sermão de Pentecostes.
Fonte :http://www.salvemaliturgia.com/2011/06/sermao-de-pentecostes-de-sao-leao-magno.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+salvem+%28Salvem+a+Liturgia!%29

domingo, 6 de março de 2011

Mensagemdo Papa para quaresma de 2011

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
PAPA BENTO XVI
PARA A QUARESMA DE 201
1 
«Sepultados com Ele no baptismo,
foi também com Ele que ressuscitastes» (cf.
Cl 2, 12)

Amados irmãos e irmãs!
A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).
1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Baptismo, quando, «tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo» iniciou para nós «a aventura jubilosa e exaltante do discípulo» (Homilia na Festa do Baptismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010). São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O facto que na maioria dos casos o Baptismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo» (Fl 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem.
O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa «conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos» (Fl 3, 1011). O Baptismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do baptizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.
Um vínculo particular liga o Baptismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos baptismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De facto, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Baptismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Baptismo como um acto decisivo para toda a sua existência.
2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é baptizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.
O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição do homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Ef 6, 12), no qual o diabo é activo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.
O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça deDeus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5). É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor.
O pedido de Jesus à Samaritana: «Dá-Me de beber» (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade» (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.
O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como «filho da luz».
Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?» (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: «Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança.
O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas baptismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos «da água e do Espírito Santo», e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à acção da Graça para sermos seus discípulos.
3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra», que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a «palavra da Cruz» manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus caritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).
No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.
Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciámos no dia do Baptismo. A oração permitenos também adquirir uma nova concepção do tempo: de facto, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que «as suas palavras não passarão» (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele «que ninguém nos poderá tirar» (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.
Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.
Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas acções. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.
Vaticano, 4 de Novembro de 2010

BENEDICTUS PP. XVI
© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Liturgia e o "protestantismo" tradicionalista.

  Graça e paz da parte de Cristo!

Caros leitores do Blog Amado Salvador, durante a sempre bela homilia da Missa do Rito Gregoriano na Igreja de São do Tauape, o termo "protestantismo tradicionalista" me chamou atenção, fiz uma pesquisa e encontrei esse otimo texto, retirado do blog http://www.salvemaliturgia.com/2011/02/liturgia-e-o-protestantismo.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+salvem+%28Salvem+a+Liturgia!%29

Precisa ficar claro que muitos se "acham" acima do Papa e donos da Tradição que pertence a Santa Igreja. Tradição, escrituras e magistério são o pilares da fé Católica e os três devem ser vividos, tradição sem magistério (como muitos fazem) ocasiona o que o texto chama justamente de "protestantismo tradicionalista".

Devemos sim amar a tradição e apreciar a profunda liturgia do rito gregoriano, porém devemos seguir o vigário  de Cristo na terra. Com certeza muitos colegas vão acha ruim esse trabalho, porém ele é de um riqueza e de uma verdade. 

Leiam atenciosamente.

Liturgia e o “protestantismo” tradicionalista


Andrea Tornielli
Vaticanista do Il Giornale,
Trad. e Adapt. Frei Cleiton Robson, OFMConv.


Caros amigos, ao renovar meus votos de um Feliz Natal, digo que no Giornale de ontem (24/12/10), publiquei uma extensa entrevista com o Prefeito da Congregação para o Culto Divino, o Cardeal Antonio Cañizares Llovera . Aqui está o texto completo. O Cardeal - depois de ter denunciado a pressa com que foi feita a reforma pós-conciliar - explica o que a Congregação está fazendo para dar vida a um novo movimento litúrgico que faça recuperar a sacralidade ao rito de acordo com as instruções da Constituição Sacrosanctum Concilium, do Concílio Vaticano II. Cañizares antecipou algumas das iniciativas do dicastério que resguardam a formação, a catequese, a pregação, a arte e a música sacra.

Li com interesse alguns comentários em outros blogs que já tomaram a entrevista de ontem (refiro-me a paparatzinger blogs e ao blog messainlatino) e gostaria de fazer aqui algumas observações sobre a liturgia, mas também, em geral, à atitude contra o Concílio Vaticano II, também no debate suscitado pelo livro O Concílio Vaticano II: Uma história jamais escrita (Lindau), publicada recentemente pelo historiador Roberto de Mattei.

Para começar eu digo que não gosto de usar o adjetivo “tradicionalista”, assim como não gosto daqueles que seguem o rito antigo (na minha opinião, equivocadamente, chamado de “a missa de sempre”, como se eu, que sigo o rito pós-conciliar, fosse a uma “missa de nunca”) seja definido como “modernista”.

Espanta-me, antes de tudo que, frente aos gestos de Bento XVI, voltados a recuperar a sacralidade do rito católico, houve grandes concessões importantes, dentre elas o Motu Proprio Summorum Pontificum que, ao invés de favorecer a reconciliação defendida pelo Papa, segundo aquela hermenêutica “da reforma, da renovação na continuidade” (não vamos esquecer: não só “na continuidade”, mas também “da reforma”), vê-se, às vezes, que são atitudes consolidadas pela rigidez. Caros amigos, eu não posso suportar a banalização da liturgia, a criatividade que reduz o rito à obra de nossas mãos; a ausência do silêncio; a música que não tem nada a ver com a Missa, etc. etc.

Mas devo acrescentar: temos honestamente que admitir que esta, na verdade, não é a regra em todos os lugares. É certo que, em relação há alguns anos ou décadas, os abusos diminuíram drasticamente; e existem diferenças consideráveis de país para país. É por isso que estou surpreso, pois, no fundo, as palavras do Cardeal Cañizares, intérprete sincero e verdadeiro de Bento XVI, são consideradas como expressões de fraqueza, pelo fato de que ele - a pedido do Papa - está trabalhando para suscitar um movimento litúrgico novo e forte.

Esclareçamos tudo: muitos (ou alguns, ou poucos, julguem vocês mesmos) tradicionalistas não gostam da hermenêutica da continuidade de Bento XVI, porque, no fundo, acreditam que o Concílio deveria ter sido abolido. Eles acreditam que a reforma litúrgica deveria ser abolida, como um todo. Eles chegam a dizer que Roma deve reconciliar-se com a Tradição. Mas qual Tradição? Aquela fixada por eles. A Tradição está sempre vivendo, e assim como o cristianismo, é um evento que constitutivamente entra na história - que Deus se fez carne, morreu na cruz por nossos pecados e ressuscita, abrindo as portas do Paraíso e prometendo um cêntuplo já aqui. A Igreja se atualiza, vive os desafios do tempo. Procura apresentar, de modo adequado, as verdades de sempre.

Temo que certo tradicionalismo possa deslizar para o seu exato oposto, o protestantismo. Ou melhor, o galicanismo. Quem dá o direito a este ou aquele tradicionalista de dizer: esta é a Tradição, Roma está errando? Quem dá a autoridade para decidir? O tradicionalismo não é o Magistério. Quem dá o direito de, às vezes, lançar ao mar, com escárnio e desprezo, o Concílio Vaticano II? Talvez o apelo à autoridade do arcebispo Marcel Lefebvre (que a sua alma descanse em paz), agora apresentado em uma hagiografia, como um santo da Igreja?!

Quem permite a muitos tradicionalistas – baseando-se no fato de que o Vaticano II não proclamou dogmas novos – de declarar o Concílio como “pastoral” e, portanto, irrelevante e não segui-lo? Os 95% do Magistério não é dogmático, mas ordinário. E então - digo isto sem intenção polêmica - como se pode realmente acreditar que o Papa legitimamente eleito, a quem Jesus assegurou o poder das Chaves e da assistência especial do Espírito Santo, com todos os bispos que votaram quase por unanimidade os documentos do Vaticano II (Lefebvre incluído), juntos em Concílio, possam ter errado?

Estar com Pedro e pelos bispos em comunhão com ele significa ser católico. Caso contrário, eu poderia dizer que considero Pio X um modernista (quantas reformas ele fez, e se eu não gosto nem as considero inadequadas aos tempos e que não estão em consonância com a doutrina litúrgica de Gregório XVI e Leão Magno?), e que quero me firmar no Vaticano I e em Pio IX ... Outro pode dizer que não aceita o Vaticano I e o dogma da infalibilidade papal (que é um inegável desenvolvimento da Tradição, e que não é aceito pelos ortodoxos). Outro pode dizer que o único ponto firme é o Concílio de Trento, enquanto outro ainda pode tentar provar que o rito moçárabe celebrado em Toledo não é católico...

Este é o “protestantismo” tradicionalista, porque se as posições de Dom Lefebvre, deste ou daquele teólogo, algumas teorias do leigo brasileiro Plínio Corrêa de Oliveira (que são objetos, dentre os muitos que se voltam para o seu pensamento, com diversas interpretações), ou as opiniões de qualquer respeitabilíssimo bispo ultra-conservador sejam enfatizadas e terminem por se tornarem o único critério para julgar a Sé Apostólica e por afirmar, em substância, as suas próprias opiniões sobre a Tradição e a “Missa de sempre”, na minha humilde opinião, há algo errado. É, na verdade, uma oposição, mas perfeitamente semelhante à de um certo progressismo, que apresenta o Concílio como um elemento de ruptura total com o passado. Isto é uma leitura antitética à de Bento XVI.

E então, permitam-me dizer que não é possível lançar apelos contínuos ao Papa para explicar, para esclarecer o Concílio; e depois fingir que não se leu e que não foi possível ver quando ele ou a Congregação para a Doutrina da Fé, ou outros departamentos da Cúria Romana o fizeram, dando a hermenêutica adequada com relação a certas distorções devidas não ao Concílio e seus textos, mas às opiniões do pós-Concílio. Isso aconteceu até com o discurso de Bento XVI à Cúria Romana em 2005 (onde o Papa admiravelmente abordou a questão da liberdade de religião, também se reflete na Mensagem para o Dia Mundial da Paz, em Janeiro de 2011), com a Dominus Iesus sobre a singularidade da salvação de Cristo, com o esclarecimento sobre o “subsiste in”.

A Igreja é maior do que as nossas opiniões, o Magistério do Papa deve ser seguido mesmo quando o Pontífice não fala “ex cathedra”, o que acontece na grande maioria das vezes. O católico sabe que a Igreja Católica não é obra de nossas mãos, sabemos que fomos chamados por Alguém. Ele sabe que Jesus, a verdadeira rocha sobre a qual a Igreja estabeleceu a autoridade do seu Vigário – um pobre vigário de Cristo, como dito em palavras inesquecível João Paulo I – é tão frágil como todos, mas especialmente assistido pelo Espírito Santo.

Se olhássemos assim para o Papa, talvez poderíamos usar outras palavras para descrever o que ele faz e o que nos pede. Talvez estaríamos prontos para debatermos, porque o que nos poupa não é a nossa ideia de Tradição, mas o estarmos unidos a Cristo na sua Igreja, sob a guia do Seu Vigário e dos bispos em comunhão com ele. Para isso, dizia o Cardeal Giuseppe Siri, “os documentos do Concílio devem ser lidos de joelhos”.

Permitam-me uma palavra final sobre Dom Marcel Lefebvre, hoje apresentado por alguns como um santo, um herói, um combatente do bom combate pela verdade contra o modernismo dos Pontífices... Não o julgo e espero realmente que esteja no Céu, apesar da excomunhão. Mas um católico não pode apresentá-lo como um exemplo de santidade. Se Lefebvre era um santo, em 1988, tinha dito ao Senhor: “Meu Deus, eu fiz tudo que podia para salvar a autêntica Tradição que eu considero em perigo, e lutar por aquilo que acredito ser uma separação assustadora da verdadeira liturgia Católica. Agora estou diante de um dilema. Desobedecendo ao Papa para garantir a continuidade da Sociedade de São Pio X, consagrar novos bispos, ou aceitar o convite e deixar perder-se....” Aqui é um santo (como o Padre Pio, o santo de Pietrelcina) nunca teria desobedecido o Papa nunca teria quebrado a unidade da Igreja. Ele disse a Deus: “Eu confio em Ti. Se Tu quiseres continuar com este trabalho, agora tu tens que ir em frente, porque eu tenho feito tudo que era humanamente possível, mas agora eu não posso desobedecer o Seu Vigário”.

Ao dizer Feliz Natal novamente, gostaria de acrescentar que não restam dúvidas (que não necessariamente serão), e que partilho da opinião de Cañizares sobre a reforma pós-conciliar, que, creio, deve ser escrita a palavra final para os abusos litúrgicos, bem como para o problema da ausência de autoridade do episcopado, uma das principais causas do fracasso para corrigir os abusos. Não estou, em suma, pintando uma realidade rósea, porque não o é.

Mas devo expressar aqui mais uma vez, a falta de caridade e, às vezes, até mesmo desprezo que eu li em algumas reações. Há um debate que revela a existência de uma guerra entre cristãos que se devoram uns aos outros. E vou dizer o porquê de ter apenas me prendido aos chamados “tradicionalistas” e não aos chamados “modernistas”, que são muito mais. Bem, vejam, diante do exemplo de Bento XVI, os gestos de reconciliação, que pôs em prática frente ao mundo tradicionalista, seria de se esperar que, a partir deste próprio mundo, viesse o primeiro e principal apoio para aquele movimento litúrgico que o Papa (e não singularmente Ratzinger ou o “Papa” entre aspas, como às vezes eu vejo isso definido nos delírios sedevacantistas) acredita ser essencial para a Igreja hoje.

“O Magistério da Igreja - disse o então arcebispo de Munique da Baviera, Joseph Ratzinger - defendeu a fé do povo simples, daqueles que não escrevem editoriais nos jornais, que não têm cátedras universitárias, que não publicam obras teológicas ou livros de sucesso, que não vão à TV. E na fé dos católicos simples sempre se soube que Ubi Petrus ibi Ecclesia.”

Clique AQUI para ler o texto original, em italiano.

Fonte:http://www.salvemaliturgia.com/2011/02/liturgia-e-o-protestantismo.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+salvem+%28Salvem+a+Liturgia!%29

sábado, 8 de janeiro de 2011

"Quero ser Santo (a) !! "

Autor: Madre Clélia Merloni*
 Ó Maria, sendo esposa do vosso Jesus, sou vossa filha, portanto, guardai-me porque quero ser santa.

Eu sei que deverei amar a humildade, o esquecimento, a caridade, buscar em tudo o último lugar sempre, para submeter e aniquilar o meu orgulho, mas não importa, estou decidida: quero ser santa.

Deverei amar o desprezo, nunca desculpar-me, nunca desanimar, mas nada importa, desde que eu consiga ser santa.

Deverei continuamente renegar-me, vencer-me em mil ocasiões, uma mais penosa que a outra... Mas não importa – Quero absolutamente ser santa.

Deverei praticar uma extrema caridade para com o próximo: amá-lo, suportá-la e nunca lamentar-me quando for injusto para comigo, apesar de tudo, quero ser santa.

Sei também que deverei agir sempre com espírito de fé, de penitência, deverei fazer todas as minhas ações sob o olhar de Deus que me observa, deverei mortificar-me frequentemente e resistir a todas as minhas inclinações naturais, mesmo assim, quero ser santa.

Deverei quebrar continuamente as repugnâncias da natureza, a atração dos prazeres, deverei amar o silêncio, o recolhimento, o retiro, o trabalho, sem cansar, sem desanimar. Apesar disso quero ser santa.

Deverei esforçar-me na Capela para ser fervorosa na oração, cuidar para não me distrair, dar bom exemplo com meu comportamento, recolhimento e, ainda que me custe muito, quero fazer cada coisa, para ser santa.

Nas dores, na doença, no tédio, nas acusações injustas, nas contrariedades cotidianas, não deverei lamentar-me, nem murmurar. Quero ser santa.

O demônio me atormentará com desgosto, com tédio, com tentações, nada importa, porém, porque quero ser santa a qualquer preço.

Como poderei tornar-me santa? Fazendo o melhor que posso as ações que me serão impostas, cada dia. Muitos santos, já no Paraíso, não fizeram nada mais do que aquilo que faço eu aqui: oração, meditação, exatidão, nos atos comuns, submissão em espírito de fé a qualquer sacrifício permitido por Deus todos os dias...

Qualquer ação que fizer, quero fazê-la como se Deus estivesse presente, me olhasse e sorrisse diante de meus esforços.

Quero fazê-la como se fosse ajudada por meu Anjo da Guarda que tem, para isso, uma missão especial e que apenas espera o meu pedido.
 Quero fazer cada ação como se nada tivesse de fazer além daquilo que me é pedido pela obediência, naquela hora, e não a deixarei enquanto não a realizar com toda a perfeição que me é possível.

Quero fazer cada uma delas como se depois a devesse oferecer em homenagem a Deus e à Virgem Santíssima. Deus, sem dúvida, espera ser louvado com esta ação. Ele reconhecerá que o amo, se, apesar do tédio, continuo para acabar minha tarefa.

Deus faz escrever cada uma de minhas ações bem-feitas, e mais tarde elas formarão minha coroa no Céu. Deus apaga muitos dos meus pecados passados, se, para ajudá-lo, esforço-me em fazer bem tal ação.

Deus recebe de mim, sua pobre filha, uma glória que a compensa das blasfêmias dos maus e da revolta das almas que não querem se submeter à sua divina vontade.

Oh! Sim, meu Deus, quero fazer sempre bem todas as minhas ações!

Vídeo com nova Música do Ministério Adoração e vida :"Em Santidade"

* Madre Clélia Merloni é fundadora do Instituo das Apostolas do Sagrado Coração de Jesus.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Maria Mãe de Deus.

 Graça e paz da Parte Cristo!

Mais um ano começa, um ano onde devemos ser a folha branca nas mãos do grande autor. Que seja o Senhor que conduza nossos passos durante este ano, nosso maior propósito deve ser um seguimento fiel a vontade de Deus em nós. No começo do ano comemoramos o dia mundial da paz, somente Cristo é a paz plena, o Shalom do Pai. “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (Jo 14,27), a paz do Senhor é uma paz inquieta, que não nos deixar calado e nos levar a viver e testemunhar no mundo o Reino de Deus, uma paz que começa dentro de nosso coração, uma paz com voz e mão, uma paz que quebra o jugo da injustiça. Que a paz do Senhor preencha o medo de nosso coração, livres para amar devemos vivenciar o Shalom do Pai, a plenitude da paz e leva essa paz aos pobres de espírito.

Maria Mãe de Deus também é lembrada nesse 1° de Janeiro. Começar o ano com o terno calor do manto da Virgem Maria, que teve em seu colo a própria paz encarnada, é começar o ano na certeza que o céu é próximo. É uma alegria celebrar esse dogma que foi proclamado no Concílio de Éfeso no ano 431, como forma de perceber que Maria foi uma grande personagem na história da Redenção da humanidade, visto que Deus se encarnou no seio de Maria.

Nossa Senhora e o Menino Jesus-pintura da Igreja primitiva.

Negar Maria como mãe de Deus é negar a divindade de Jesus, visto que Jesus é Deus, e sendo Maria mãe de Jesus, logo mãe de Deus. Negar a maternidade divina é também negar o amor de Deus que se fez homem para salvar os homens, que se fez pobre para salvar os pobres em espírito. A Mãe de Deus, em grego “Theotokos”, teve de Deus as prerrogativas para nela se cumprir a profecia da encarnação do Verbo, graças que são derivadas do sumo-bem. 

O fato de Maria ser mãe de Deus não significa que ela seja maior que Deus, mas é fato que a mãe de um médico, por exemplo, é mãe do médico por inteiro (ele homem, ele pai, ele medico, ele esposo) e embora ela seja analfabeta, sendo assim inferior de inteligência, ela continua a ser mãe do médico, pois mãe não se resume apenas ao corpo e sim a toda pessoa que é gerada. O filho de Deus é consubstancial ao Pai, e quando esse mesmo filho assumiu a natureza humana foi concebido no seio da Virgem Maria, porém volto a dizer isso não faz de Maria superior a Deus; vale lembrar a frase de Santo Afonso: “Maria é infinitamente inferior a Deus, mas imensamente superior a todas as criaturas”.

Com a proclamação de Maria “Mãe de Deus”, a Igreja quer afirmar que ela é mãe do Verbo encarnado, que é Deus, a sua maternidade se faz presente na segunda pessoa da trindade, Jesus Cristo. Santo Agostinho falando sobre a “Theotokos” diz: “ Se a mãe fosse fictícia seria fictícia também a carne...fictícia seriam as cicatrizes da ressurreição”, garantindo assim a verdade da encarnação do Verbo. Repleta do Espírito Santo, Santa Isabel exclama: "Donde me vem à dita que a Mãe de meu Senhor venha visitar-me?" (Lc 1, 43), assim foi o som que Isabel cantou ao ver Maria, Mãe do Senhor e Mãe de Deus são expressões comum.

Maria teve de Jesus o olhar terno de filho, e de Deus o olhar perfeito de Pai. Maria foi olhada por Jesus como a mais bela mãe, e foi olhada por Deus como a mais bela mulher. A maternidade de Maria deve ser encarada como o eco que faz crescer a glória de Deus, uma materna missão que tem como propósito primeiro demonstrar o quanto Deus amo o mundo.

Durante toda história muitos foram os Santo e doutores da Igreja que ensinaram o dogma da maternidade divina, e muitas foram as heresias que se levantaram, pois muitos foram que acreditaram na Natureza divina de Jesus Cristo. Para se defender a fé dos ataques das heresias foi anunciada pela boca da Igreja.

“Maria é mãe de Deus, resplandecente de tanta pureza, e radiante de tanta beleza que abaixo de Deus, é impossível imaginar maior, na terra ou no céu.” (Santo André Apost.in transitu B.V., apund Amad.)

“Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois concebeu e gerou um verdadeiro Deus, deu à luz, não um simples homem como as outras mães, mas Deus unido à carne humana” ( São João Apost, Ibid.)

“Maria é a santíssima, a Imaculada, a gloriosíssima Mãe de Deus” (São Tiago jac.in Liturgia.)

“Maria é feita Mãe de Deus, para a salvação dos infelizes” (S. Dionísio Areopagita in revel. S. Brigit.)

“Maria é Mãe de Deus, feita pela mão de Deus” (Santo Agostinho, in orat. Ad heres.)

"Maria Santíssima é Mãe de Cristo e Mãe de Deus. A carne de Cristo não foi primeira concebida, depois animada, e enfim assumida pelo Verbo; mas no mesmo momento foi concebida e unida à alma do Verbo. Não houve, pois, intervalo de tempo entre o instante da Conceição da carne, que permitiria chamar Maria "Mãe de um homem", e a vinda da majestade divina. No mesmo instante a carne de Cristo foi concebida e unida à alma e ao Verbo".(São Cirilo) 

"Dizei-me o que pode Aquele cuja sabedoria é infinita, cuja bondade é inesgotável, cujo poder ultrapassa todos os nossos pensamentos, e eu vos direi exatamente a dignidade imensa da maternidade divina e as incompreensíves grandezas da Mãe do Verbo encarnado (São Bernardino)
                                                                                                                                Thiago Farias †

Salve Maria Imaculada !