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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cristãofobia : Ofensa a fé Católica durante a parada gay.

Graça e paz da parte de Cristo!

Homofobia é o termo dado para a aversão aos homossexuais. que termo seria dado para aversão ao Catolicismo?  "cristãofobia"? dado este termo ele seria usado para definir algo ocorrido na parada gay. Aquilo que eles tanto exigem, respeito, não tem para com os outros, para com a Igreja.  Chega a ser deprimente veja no link:(http://holofote.net/2011/06/27/paraga-gay-de-sao-paulo-usou-imagens-de-santos-catolicos-em-situacoes-homoeroticas/)


Durante a parada gay deste ano foi colocado "santos" em situações "homoeróticas", mostrando a falta de respeito dos "coitadinhos"  para com a fé de milhares de pessoas. Uma ofensa contra jovens que buscam em um mundo alienado viver a castidade, uma ofensa para mães e pais que tentam educar seus filhos na moral, uma ofensa contra homens e mulheres que em algum momento pediram a intercessão deste santos para alcançar a graça de Deus. Não é a primeira vez que lideranças homossexuias ofendem a fé Católica; ano passado durante a visita de Bento XVI nas ruas de Barcelona, gritos de homossexuias de "fora", "pedófilo", em ofensa ao Papa se misturavam aos dos fies. Também cito o "beijaço gay" feito em 13 de maio deste ano na frente da Catedral de Floripa, durante a Missa(http://holofote.net/2011/05/14/ativistas-gays-promovem-beijaco-gay-nas-escadarias-da-igreja-catolica-de-florianopolis-na-hora-da-missa/).O próprio tema da parada gay "Amai-vos uns aos outros: Basta de Homofobia" em um indireta ofensa na utilização das palavras de Cristo, digo que amar requer respeito de ambas as partes.

Liberdade de expressão será verdadeiramente liberdade quando for para todos, inclusive para Igreja. A mídia tem a tendência de mostrar a Igreja como a grande vilão e todo ato desta é visto como homofóbico, porque não mostra este lado da parada gay? Talvez esta postagem seja vista como homofóbica, preconcetuosa, porém é apenas a manifestação de defesa contra o ato baixo  realizado na parada gay de São Paulo. O Catecismo da Igreja assim ensina sobre o homossexualismo:

"§2357 A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. Sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves, a tradição sempre declarou que "os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados". São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados.
§2358 Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.
§2359 As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã"

 Como é visto é ensinado o amor ao outro, mas a condenação do pecado (atos homossexuais); devemos sim respeitar os homossexuais mas é inadmissível aceitar que eles queiram impor uma cultura homossexual e obrigar a Igreja aceitar tal cultura.É certo que alguns homossexuais tenham se envegolhados e até mesmo repudiado tal fato, a esses peço desculpa pelo peso das palavras, mas não posso deixar de responder a onfesa asquerosa dos "coitadinhos"  .Desejo fielmente que o amor de Deus alcance cada um deles.

Peçamos que a Virgem Maria ensine a sociedade na busca da moral e da ética.

Salve Maria Imaculada!

                                                                 Thiago Farias †

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Corpus Christi : "Jesus Sacramentado, nosso Deus Amado"

 Graça e paz da parte de Cristo!

A instituição da Eucaristia é celebrada na quinta-feira Santa, mas devido ao espírito penitencial da Semana Santa foi reservado um outro dia para celebrar com jubilo de festa o esplendor da Eucaristia, esta festa é chamada de "Corpus Christi". Uma festa que foi pedida em visão para Santa Juliana e instituída pelo Papa Urbano IV.

Toda alimento consumido é  transformado em nós, nosso organismo usa do que comemos; com a Eucaristia acontece o contrário, Cristo nos transforma nele. Comungar requer mudança, busca de santidade, mesmo perante nossa fraqueza Cristo vem ao nosso encontro por meio da Eucaristia. É preciso deixar claro que a Eucaristia não representa Jesus Cristo, a Eucaristia é o próprio Jesus, corpo, sangue, alma e divindade. "Jesus replicou: Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede." (Jo 6,  35)

Primeiro Deus ama através da criação; depois ama assumindo a natureza humana pela encarnação; seu amor extremo chega até no ponto de ele mesmo se fazer alimento. A Eucaristia é portatanto  a via de amor, a fortaleza para as almas, prazer, coragem, sutento, por fim a Igreja encontra nela a certeza do céu.Cristo ressucita nasnossas fraquezas, quandocomugamos.Antes de se entregar no madeiro da cruz,  Ele deu-se em comida para os seus "Conhecendo o Senhor quem iria entregá-lo na mão do homicida, quis aos dozes entrega-se primeiro, qual perfeito alimento de vida" (Hino das Laudes, Solenidade do corpo e sangue de Jesus. Liturgiadas horas). Oh se soubecemos o pleno valor da Eucaristia, por nada trocariamos este momento.

Eis que o Amado bate na porta do nosso  coração e lá deseja ceiar conosco, em um altar construido no próprio coração, onde sonhos, desejos, vontades e misérias se dobram para adorar o Cordeioro imolado. Na comunhão o mistério de amor se torna em nós real,  cristificando as pobres almas. Eis que o grande convite feito pela Senhor é repetido pela Igreja "Tomai, todos, e comei: isto é o meu Corpo que será entregue por vós" .No jardim arido palpita a vida, germina santidade, o infinito vem ao nosso jardim por meio da Eucaristia.

"A Igreja vive da Eucaristia"  já clamava o hoje beato João Paulo II. O sangue derramado do Sagrado coração permanentemente alimenta com o corpo. Oh doce milagre, oh Jesus Eucarístico, amor infinito, a nós só resta gratidão, insuperável aproximação no banquete da glória com o canto do coro dos anjos. Encontrar Jesus no altar é entender que Ele ainda acredita em nós, nosso olhar penetra o sacramento e ver além das espécies do pão e do vinho, ver o Senhor consolando nossa alma e humildemente clamamos "Meu Senhor e Meu Deus", meu tesouro mais caro, experiência com o céu, o Deus próximo consome de amor as almas comugantes.

A Eucaristia também requer um ato de fé, ter a certeza do encontro com uma pessoa, peçamos a graça de crer e saber que o Senhor se faz nosso. Ele introduz as almas em sua presença, eis o sacramento por execelência. Ele deseja em nós fazer morada, inflamados de amor busquemos um coração Eucarístico.

Maria e Eucaristia!

Na encarnação o ventre de Maria se fez capela, ondeo Filho consubstancial ao Paiser fez também consubstancial ao homem. A Virgem Maria ansiosamente esperava o seu Filho se fazer alimento, para numa segunda vez ter dentro de si o mesmo verbo gerado. Hoje Ela conduz todos ao encontro do banquete do Filho, a festa do Senhor e Ela mesmo anteciosamente prepara a mesa do altar do nosso coração, Ela que já foi capela do santíssimo hoje ensina como o homem deve dele também ser sacrário. A voz de Maria branda "Eis aqui  a escrava do Senhor", quando comugamos nossa alma ficva presa em amor. Realmente o amor tem um sabor e Maria ensina a experimentar o sabor.


Os Santos é a Eucaristia!
 Todos os santos foram apaixonados pela Eucaristia, trago presente alguns deles.

Pe. Dehon, SCJ :"A Eucaristia é o foco, a base, o centro de toda vida, de toda obra, de todo apostolado...O operário do Evangelho que não vive da Eucaristia não possui mais do que uma palavra sem vida e uma ação sem eficácia"

São João Crisóstomo, Doutor da Eucaristia :"Há tanta gente que diz agora "Eu desejo ver Sua figura, Sua aparência, Suas vestes, Suas sandálias". Mas basta olhar ! Veja-O! Vós o tocais! Vós vos alimentais dEle!E Vós ainda dizes que deseja ver a sua roupa...mas Ele não somente se deixa ver por vós; deixar-se também tocar, servir de alimento e ser recebido dentro de vós. Não nos aproximemos dEle indiferentes, pusilânimes, mas todos com os corações ardentes, ferventes, estimulados."

Santo Afonso de Ligório:"Jesus na Eucaristia é o médico e remédio".
 
São João Crisóstomo:  “Não comungar seria o maior desprezo a Jesus que se sente “doente de amor”

São Francisco de Sales: “Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição”.

Santo Agostinho: “Sendo Deus onipotente, não pôde dar mais; sendo sapientíssimo, não soube dar mais; e sendo riquíssimo, não teve mais o que dar.”

Santa Teresinha: “Não é para ficar numa âmbula de ouro, que Jesus desce cada dia do céu, mas para encontrar um outro céu, o da nossa alma, onde ele encontra as sua delícias”.

São Filipe Neri: “A devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à Santíssima Virgem são, não o melhor, mas o único meio para se conservar a pureza. Somente a comunhão é capaz de conservar um coração puro aos 20 anos. Não pode haver castidade sem a Eucaristia.”

Santa Catarina de Gênova: “O tempo passado diante do Sacrário é o tempo mais bem empregado da minha vida”.

São João Bosco: "Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes. Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o poucas vezes. Quereis que o demônio vos assalte? Visitai raramente a Jesus Sacramentado. Quereis que o demônio fuja de vós? Visitai a Jesus muitas vezes. Quereis vencer ao demônio? Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus. Quereis ser vencidos? Deixai de visitar Jesus…”

Salve Maria Imaculada! 
                                                                                                  Thiago Farias †
 Confira também os dois vídeos...




domingo, 12 de junho de 2011

Sermão de Pentecostes de São Leão Magno

 Graça e paz da parte de Cristo!

Caros leitores trago presente uma bela homilia relacionado a Solenidade hoje celebrada, retirada do Blog "Salvem a Liturgia". Aproveitem cada palavra aqui colocada por São Leão Magno.



"Todos os corações sabem, caríssimos, que a solenidade de hoje deve ser celebrada como uma das festas mais importantes. Ninguém ignora ou contesta a reverência com que se deve festejar este dia, consagrado pelo Espírito Santo com o milagre excelente de seu dom. Sendo, na verdade, o décimo dia depois daquele em que o Senhor subiu ao céu, para se assentar à direita de Deus, refulge como o dia qüinquagésimo após a sua Ressurreição, e traz em si grandes mistérios, referentes a antigos e novos sacramentos, na mais clara manifestação de que a Graça foi prenunciada pela Lei e a Lei cumprida pela Graça. Sim, do mesmo modo como outrora, no monte Sinai, a Lei fora dada ao povo hebreu, libertado dos egípcios, no dia qüinquagésimo após a imolação do cordeiro, assim também, após a Paixão de Cristo, imolação do verdadeiro Cordeiro de Deus, é no qüinquagésimo dia desde sua Ressurreição que se infunde o Espírito Santo nos apóstolos e na multidão dos fiéis. O cristão diligente facilmente vê como os inícios do Antigo Testamento serviram aos primórdios do Evangelho, e como a segunda Aliança foi criada pelo mesmo Espírito que instituiu a primeira.

Com efeito, diz a narrativa dos apóstolos:

“Como se completassem os dias de Pentecostes e estivessem todos os discípulos juntos no mesmo lugar, repentinamente se fez ouvir do céu um ruído como o de vento que soprava impetuosamente, e encheu toda a casa onde estavam. Apareceram-lhes então como línguas de fogo, que se puseram sobre cada um deles; e todos ficaram cheios do Espírito Santo, começando a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia falarem” (At 2, 1-4).

É veloz a palavra da Sabedoria, e onde Deus é o Mestre quão rapidamente se aprende a doutrina! Não houve necessidade de interpretação para o entendimento, não houve aprendizado, não houve prazo para estudo, mas, assim que o Espírito da verdade soprou como quis, as línguas particulares dos diversos povos se tornaram comuns na boca da Igreja.

A partir desse dia ressoou a trombeta da pregação evangélica. A partir desse dia as chuvas de graças, os rios das bênçãos irrigaram todos os desertos e a terra inteira, pois a fim de renovar sua face “o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gn 1,2). E, para a expulsão das trevas de antes, coruscavam os relâmpagos da nova Luz no esplendor das línguas flamejantes. Assim se manifestava a luminosa e ígnea palavra do Senhor, dotada da eficácia de iluminar e da força de abrasar, necessárias ao entendimento e à destruição do pecado.

Porém, caríssimos, embora tenha sido admirável a própria aparência desses acontecimentos e não haja dúvida de que a majestade do Espírito Santo tenha estado presente à harmonia exultante das vozes humanas, não se pense que apareceu a sua divina essência naquilo que se mostrou aos olhes corporais. A natureza invisível e comum ao Pai e ao Filho manifestou a qualidade de seu dom e de sua obra por meio do sinal de santificação que bem lhe aprouve, mas conteve em sua divindade a propriedade de sua essência.

Assim como a visão humana não pode perceber o Pai e o Filho também não percebe o Espírito Santo. Na Trindade, com efeito, nada é dissemelhante, nada é desigual, e todas as coisas que se possam pensar a respeito dessa substância não se distinguem pela excelência, pela glória ou pela eternidade. É verdade que, conforme as propriedades das Pessoas, um é o Pai, outro o Filho, outro o Espírito Santo, mas não há divindade diferente, natureza distinta. Assim como o Filho precede do Pai, igualmente o Espírito Santo é Espírito do Pai e do Filho. Não como as criaturas, que são também do Pai e do Filho, mas como alguém que, como ambos, vive, é poderoso e existe eternamente, desde que existem o Pai e o Filho. Por essa razão o Senhor, quando prometeu a vinda do Espírito Santo aos discípulos, antes do dia da Paixão, disse:

“Ainda muitas coisas vos tenho a dizer: quando, porém, vier o Espírito da verdade, ele vos conduzirá para toda a verdade. Pois não falará de si mesmo, mas falará o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que deverão suceder. Tudo o que o Pai tem é meu; per isto disse que receberá do que é meu e vos anunciará” (Jo 16, 12-13.15).

O Pai, portanto não tem algo que não o tenham o Filho ou o Espírito Santo. Tudo o que tem o Pai, tem o Filho e tem o Espírito Santo. Nunca faltou na Trindade essa perfeita comunhão; nela são uma mesma coisa “tudo possuir” e “sempre existir”. Não imaginemos sucessão de tempo na Trindade, não imaginemos gradações ou diferenças. Se, de um lado não se pode explicar o que Deus é, de outro não se ouse afirmar o que Deus não é. Seria melhor deixar de discorrer sobre as propriedades da natureza inefável de Deus, do que afirmar o que não lhe convém. O que concebem, pois, os corações piedosos a respeito da glória eterna e imutável do Pai, entendam-no ao mesmo tempo do Filho e do Espírito Santo, de um modo inseparável e sem diferença. Nossa confissão é ser a Trindade um só Deus, já que nas três Pessoas não existe diversidade de substancia, poder, vontade ou operação.

Assim, se reprovamos os arianos, que pretendem existir diferença entre o Pai e o Filho, reprovamos igualmente os macedonianos, os quais, embora atribuindo igualdade entre o Pai e o Filho, pensam que o Espírito Santo seja de natureza inferior. Eles não vêem estarem incidindo naquela blasfêmia indigna de ser perdoada tanto no século presente como no futuro, consoante a palavra do Senhor:

“A todo o que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas ao que disser contra o Espírito Santo não será perdoado nem neste século nem no vindouro” (Mt 12, 32).

Quem permanece, portanto, nessa impiedade fica sem perdão, pois expulsou de si aquele por meio do qual seria capaz de confessar a verdadeira fé. Jamais se beneficiará do perdão quem não tiver advogado para protegê-lo.

Ora, é do Espírito Santo que procede em nós a invocação do Pai, dele são as lágrimas dos penitentes, dele os gemidos dos que suplicam, “… e ninguém pode dizer Senhor Jesus senão no Espírito Santo” (I Cor 12, 3).

O Apóstolo prega de maneira evidente a onipotência do Espírito, igual à do Pai e do Filho, bem como sua divindade, ao dizer:

“há diversidade de graças, mas um mesmo é o Espírito; e há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor; e há diversidade de operações, mas um mesmo é o Deus que opera tudo em todos” (I Cor 12, 4-6).

Por estes e outros documentos, através dos quais, de inumeráveis modos brilha a autoridade das palavras divinas, sejamos incitados, caríssimos, unanimemente, à veneração de Pentecostes, exultando em honra do Santo Espírito, por quem toda a Igreja é santificada e toda alma racional é penetrada. Ele é o inspirador da fé, o Mestre da ciência, a fonte do amor, o selo da castidade, o artífice de toda virtude.

Regozijem-se as mentes dos fiéis com o fato de, em todo o mundo, ser louvado pelas diferentes línguas o Deus uno, Pai, e Filho e Espírito Santo; com o fato de prosseguir em seu trabalho e dom aquela santificação que apareceu na chama do fogo. O mesmo Espírito da verdade faz refulgir com sua luz a morada de sua glória, nada querendo de tenebroso ou morno em seu templo.

Foi também por auxílio e instrução desse Espírito que recebemos a purificação do jejum e da esmola. Com efeito, segue-se ao venerável dia de hoje um costume de salutar observância, que os santos julgam de grande utilidade e nós vos exortamos, com pastoral solicitude, a que o celebreis com o maior zelo possível. Assim, se a negligência vos fez contrair em dias passados algo de pecaminoso, seja isto penitenciado pela censura do jejum e pelo devotamento da misericórdia. Jejuemos na quarta e na sexta-feira, para sábado celebrarmos juntos as vigílias, com a habitual devoção. Por Cristo, Nosso Senhor que vive e reina com o Pai e o Espírito santo, pelos séculos dos séculos. Amém."


São Leão I Magno, Papa e Doutor da Igerja. Sermão de Pentecostes.
Fonte :http://www.salvemaliturgia.com/2011/06/sermao-de-pentecostes-de-sao-leao-magno.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+salvem+%28Salvem+a+Liturgia!%29

domingo, 6 de março de 2011

Mensagemdo Papa para quaresma de 2011

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE
PAPA BENTO XVI
PARA A QUARESMA DE 201
1 
«Sepultados com Ele no baptismo,
foi também com Ele que ressuscitastes» (cf.
Cl 2, 12)

Amados irmãos e irmãs!
A Quaresma, que nos conduz à celebração da Santa Páscoa, é para a Igreja um tempo litúrgico muito precioso e importante, em vista do qual me sinto feliz por dirigir uma palavra específica para que seja vivido com o devido empenho. Enquanto olha para o encontro definitivo com o seu Esposo na Páscoa eterna, a Comunidade eclesial, assídua na oração e na caridade laboriosa, intensifica o seu caminho de purificação no espírito, para haurir com mais abundância do Mistério da redenção a vida nova em Cristo Senhor (cf. Prefácio I de Quaresma).
1. Esta mesma vida já nos foi transmitida no dia do nosso Baptismo, quando, «tendo-nos tornado partícipes da morte e ressurreição de Cristo» iniciou para nós «a aventura jubilosa e exaltante do discípulo» (Homilia na Festa do Baptismo do Senhor, 10 de Janeiro de 2010). São Paulo, nas suas Cartas, insiste repetidas vezes sobre a singular comunhão com o Filho de Deus realizada neste lavacro. O facto que na maioria dos casos o Baptismo se recebe quando somos crianças põe em evidência que se trata de um dom de Deus: ninguém merece a vida eterna com as próprias forças. A misericórdia de Deus, que lava do pecado e permite viver na própria existência «os mesmos sentimentos de Jesus Cristo» (Fl 2, 5), é comunicada gratuitamente ao homem.
O Apóstolo dos gentios, na Carta aos Filipenses, expressa o sentido da transformação que se realiza com a participação na morte e ressurreição de Cristo, indicando a meta: que assim eu possa «conhecê-Lo, a Ele, à força da sua Ressurreição e à comunhão nos Seus sofrimentos, configurando-me à Sua morte, para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos» (Fl 3, 1011). O Baptismo, portanto, não é um rito do passado, mas o encontro com Cristo que informa toda a existência do baptizado, doa-lhe a vida divina e chama-o a uma conversão sincera, iniciada e apoiada pela Graça, que o leve a alcançar a estatura adulta de Cristo.
Um vínculo particular liga o Baptismo com a Quaresma como momento favorável para experimentar a Graça que salva. Os Padres do Concílio Vaticano II convidaram todos os Pastores da Igreja a utilizar «mais abundantemente os elementos baptismais próprios da liturgia quaresmal» (Const. Sacrosanctum Concilium, 109). De facto, desde sempre a Igreja associa a Vigília Pascal à celebração do Baptismo: neste Sacramento realiza-se aquele grande mistério pelo qual o homem morre para o pecado, é tornado partícipe da vida nova em Cristo Ressuscitado e recebe o mesmo Espírito de Deus que ressuscitou Jesus dos mortos (cf. Rm 8, 11). Este dom gratuito deve ser reavivado sempre em cada um de nós e a Quaresma oferece-nos um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã: deveras eles vivem o Baptismo como um acto decisivo para toda a sua existência.
2. Para empreender seriamente o caminho rumo à Páscoa e nos prepararmos para celebrar a Ressurreição do Senhor – a festa mais jubilosa e solene de todo o Ano litúrgico – o que pode haver de mais adequado do que deixar-nos conduzir pela Palavra de Deus? Por isso a Igreja, nos textos evangélicos dos domingos de Quaresma, guia-nos para um encontro particularmente intenso com o Senhor, fazendo-nos repercorrer as etapas do caminho da iniciação cristã: para os catecúmenos, na perspectiva de receber o Sacramento do renascimento, para quem é baptizado, em vista de novos e decisivos passos no seguimento de Cristo e na doação total a Ele.
O primeiro domingo do itinerário quaresmal evidencia a nossa condição do homens nesta terra. O combate vitorioso contra as tentações, que dá início à missão de Jesus, é um convite a tomar consciência da própria fragilidade para acolher a Graça que liberta do pecado e infunde nova força em Cristo, caminho, verdade e vida (cf. Ordo Initiationis Christianae Adultorum, n. 25). É uma clara chamada a recordar como a fé cristã implica, a exemplo de Jesus e em união com Ele, uma luta «contra os dominadores deste mundo tenebroso» (Ef 6, 12), no qual o diabo é activo e não se cansa, nem sequer hoje, de tentar o homem que deseja aproximar-se do Senhor: Cristo disso sai vitorioso, para abrir também o nosso coração à esperança e guiar-nos na vitória às seduções do mal.
O Evangelho da Transfiguração do Senhor põe diante dos nossos olhos a glória de Cristo, que antecipa a ressurreição e que anuncia a divinização do homem. A comunidade cristã toma consciência de ser conduzida, como os apóstolos Pedro, Tiago e João, «em particular, a um alto monte» (Mt 17, 1), para acolher de novo em Cristo, como filhos no Filho, o dom da Graça deDeus: «Este é o Meu Filho muito amado: n’Ele pus todo o Meu enlevo. Escutai-O» (v. 5). É o convite a distanciar-se dos boatos da vida quotidiana para se imergir na presença de Deus: Ele quer transmitir-nos, todos os dias, uma Palavra que penetra nas profundezas do nosso espírito, onde discerne o bem e o mal (cf. Hb 4, 12) e reforça a vontade de seguir o Senhor.
O pedido de Jesus à Samaritana: «Dá-Me de beber» (Jo 4, 7), que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da «água a jorrar para a vida eterna» (v. 14): é o dom do espírito Santo, que faz dos cristãos «verdadeiros adoradores» capazes de rezar ao Pai «em espírito e verdade» (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, «enquanto não repousar em Deus», segundo as célebres palavras de Santo Agostinho.
O domingo do cego de nascença apresenta Cristo como luz do mundo. O Evangelho interpela cada um de nós: «Tu crês no Filho do Homem?». «Creio, Senhor» (Jo 9, 35.38), afirma com alegria o cego de nascença, fazendo-se voz de todos os crentes. O milagre da cura é o sinal que Cristo, juntamente com a vista, quer abrir o nosso olhar interior, para que a nossa fé se torne cada vez mais profunda e possamos reconhecer n’Ele o nosso único Salvador. Ele ilumina todas as obscuridades da vida e leva o homem a viver como «filho da luz».
Quando, no quinto domingo, nos é proclamada a ressurreição de Lázaro, somos postos diante do último mistério da nossa existência: «Eu sou a ressurreição e a vida... Crês tu isto?» (Jo 11, 25-26). Para a comunidade cristã é o momento de depor com sinceridade, juntamente com Marta, toda a esperança em Jesus de Nazaré: «Sim, Senhor, creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo» (v. 27). A comunhão com Cristo nesta vida prepara-nos para superar o limite da morte, para viver sem fim n’Ele. A fé na ressurreição dos mortos e a esperança da vida eterna abrem o nosso olhar para o sentido derradeiro da nossa existência: Deus criou o homem para a ressurreição e para a vida, e esta verdade doa a dimensão autêntica e definitiva à história dos homens, à sua existência pessoal e ao seu viver social, à cultura, à política, à economia. Privado da luz da fé todo o universo acaba por se fechar num sepulcro sem futuro, sem esperança.
O percurso quaresmal encontra o seu cumprimento no Tríduo Pascal, particularmente na Grande Vigília na Noite Santa: renovando as promessas baptismais, reafirmamos que Cristo é o Senhor da nossa vida, daquela vida que Deus nos comunicou quando renascemos «da água e do Espírito Santo», e reconfirmamos o nosso firme compromisso em corresponder à acção da Graça para sermos seus discípulos.
3. O nosso imergir-nos na morte e ressurreição de Cristo através do Sacramento do Baptismo, estimula-nos todos os dias a libertar o nosso coração das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra», que nos empobrece e nos impede de estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo. Em Cristo, Deus revelou-se como Amor (cf 1 Jo 4, 7-10). A Cruz de Cristo, a «palavra da Cruz» manifesta o poder salvífico de Deus (cf. 1 Cor 1, 18), que se doa para elevar o homem e dar-lhe a salvação: amor na sua forma mais radical (cf. Enc. Deus caritas est, 12). Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo. O Jejum, que pode ter diversas motivações, adquire para o cristão um significado profundamente religioso: tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir Alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos. Para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo (cf. Mc 12, 31).
No nosso caminho encontramo-nos perante a tentação do ter, da avidez do dinheiro, que insidia a primazia de Deus na nossa vida. A cupidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha. A idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida. Como compreender a bondade paterna de Deus se o coração está cheio de si e dos próprios projectos, com os quais nos iludimos de poder garantir o futuro? A tentação é a de pensar, como o rico da parábola: «Alma, tens muitos bens em depósito para muitos anos...». «Insensato! Nesta mesma noite, pedir-te-ão a tua alma...» (Lc 12, 19-20). A prática da esmola é uma chamada à primazia de Deus e à atenção para com o próximo, para redescobrir o nosso Pai bom e receber a sua misericórdia.
Em todo o período quaresmal, a Igreja oferece-nos com particular abundância a Palavra de Deus. Meditando-a e interiorizando-a para a viver quotidianamente, aprendemos uma forma preciosa e insubstituível de oração, porque a escuta atenta de Deus, que continua a falar ao nosso coração, alimenta o caminho de fé que iniciámos no dia do Baptismo. A oração permitenos também adquirir uma nova concepção do tempo: de facto, sem a perspectiva da eternidade e da transcendência ele cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro. Ao contrário, na oração encontramos tempo para Deus, para conhecer que «as suas palavras não passarão» (cf. Mc 13, 31), para entrar naquela comunhão íntima com Ele «que ninguém nos poderá tirar» (cf. Jo 16, 22) e que nos abre à esperança que não desilude, à vida eterna.
Em síntese, o itinerário quaresmal, no qual somos convidados a contemplar o Mistério da Cruz, é «fazer-se conformes com a morte de Cristo» (Fl 3, 10), para realizar uma conversão profunda da nossa vida: deixar-se transformar pela acção do Espírito Santo, como São Paulo no caminho de Damasco; orientar com decisão a nossa existência segundo a vontade de Deus; libertar-nos do nosso egoísmo, superando o instinto de domínio sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo. O período quaresmal é momento favorável para reconhecer a nossa debilidade, acolher, com uma sincera revisão de vida, a Graça renovadora do Sacramento da Penitência e caminhar com decisão para Cristo.
Queridos irmãos e irmãs, mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo. Renovemos nesta Quaresma o acolhimento da Graça que Deus nos concedeu naquele momento, para que ilumine e guie todas as nossas acções. Tudo o que o Sacramento significa e realiza, somos chamados a vivê-lo todos os dias num seguimento de Cristo cada vez mais generoso e autêntico. Neste nosso itinerário, confiemo-nos à Virgem Maria, que gerou o Verbo de Deus na fé e na carne, para nos imergir como ela na morte e ressurreição do seu Filho Jesus e ter a vida eterna.
Vaticano, 4 de Novembro de 2010

BENEDICTUS PP. XVI
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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Católico e Espírita?

Espiritismo - Católico e Espírita? 

Caros leitores do Blog "Amado Salvador", este Texto foi Editado por Ismael Campos,esritor do Blog "Mãe de Deus" (http://sinalceleste.blogspot.com/); meus sinceros agredicemento por ele ter fornecido o material.

"Prezados leitores,

muitos católicos são enganados a respeito do Espiritismo achando que ser cristão e espírita é a mesma coisa e, ao freqüentar um centro espírita, acreditam que é até uma crença mais elevada, por ser muito caridosa...

Para conservarem a aparência de cristãos, os espíritas repetem as palavras de Jesus sobre a caridade... bem o erro não está na caridade mas na grande diferença doutrinária e na aceitação das verdades evangélicas ensinadas por Nosso Senhor Jesus Cristo. O Espírita tem Caridade mas não tem Fé nas verdades do Evangelho.

Iremos aqui desmascarar a doutrina espírita e explicar por que um católico jamais pode ser espírita e nem freqüentar sessões espíritas, nem mesmo por curiosidade. Iremos mostrar nas Sagradas Escrituras que Deus rejeita o espiritismo, não apenas rejeita, mas abomina e proíbe uma pessoa de ser espírita.

Para a cura dos nossos males físicos e espirituais, temos Jesus Vivo, Deus Verdadeiro, Presente na Eucaristia. Busquemos sempre a ajuda de Maria, que foi, e é o Sacrário Vivo de Jesus e é nossa Mãezinha, solícita em nos ajudar e é a Onipotência Suplicante junto ao Pai. “Deus que fez tudo, Ele mesmo se fez em Maria”.

“Nas horas de incerteza, vem, ó Mãe, nos ajudar. Que eu sinta confiança na paz do teu olhar.”

A leitura dentre outras que posto aqui sobre a falsa doutrina espírita é de autoria do professor Felipe Aquino, conhecido e respeitado no meio católico.

Em Jesus e Maria, paz e bem,
Ismael Campos






CATÓLICO E ESPÍRITA?

Prof. Felipe Aquino


O Concílio Vaticano II chamou os leigos a participarem ativamente da vida da Igreja. Através do Decreto Apostolicam Actuositatem pede:

"Grassando na nossa época gravíssimos erros que ameaçam inverter profundamente a religião, este Concílio exorta de coração todos os leigos que assumam mais conscientemente suas responsabilidades na defesa dos princípios cristãos" (AA,6).

Em que pese a doutrina da Igreja, bem como a sua Tradição e o seu Magistério, mostrarem a radical incompatibilidade entre o Cristianismo e o espiritismo, muitos "católicos", fracos na fé e pouco conhecedores da doutrina, teimam em persistir neste sincretismo perigoso. Vão à missa e ao culto espírita, como se isto não fosse proibido pela fé católica.

É preciso ficar bem claro que o espiritismo (bem como suas derivações) contradiz "frontalmente" a doutrina católica em muitos pontos, sendo, portanto, impossível a um católico ser também espírita.

Em 1953, os Bispos do Brasil disseram que o espiritismo é o desvio doutrinário "mais perigoso" para o país, uma vez que "nega não apenas uma ou outra verdade da nossa fé, mas todas elas, tendo, no entanto, a cautela de dizer-se cristão, de modo a deixar, a católicos menos avisados, a impressão erradíssima de ser possível conciliar catolicismo com espiritismo" (Espiritismo, orientação para os católicos, D.Boaventura Kloppenburg, Ed. Loyola, 5ªed, 1995, pag.11).

Muitas passagens da Bíblia comprovam o que está dito acima. A principal delas é a que está no livro do Deuteronômio:

"Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha [magia negra], nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feitichismo, à magia, ao espiritismo, à adivinhação ou à evocação dos mortos, porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas..." (Deutr 18,9-13).

Essas palavras da Bíblia são muito claras e fortes e não deixam dúvida sobre a proibição "radical" de Deus a todas as formas de ocultismo e busca de poder ou de conhecimento fora da vontade de Deus. E isto é um perigo para a vida cristã, porque "contamina" a alma. Deus "abomina" aqueles que se dão a essas práticas, diz a Palavra de Deus. Abomina quer dizer, detesta, odeia, rejeita. Não consigo imaginar nada pior nesta vida do que uma pessoa ser abominável a Deus, por própria culpa.

O livro do Levítico traz a mesma condenação:

"Não vos dirijais aos espíritas nem aos adivinhos: não os consulteis para que não sejais contaminados por eles" (Lev 19,31).

Essa "contaminação" espiritual é perigosa para o cristão. Por se tratar de um pecado grave, essa prática o coloca sob a influência e dependência do mundo tenebroso dos demônios.

A primeira consequência para a pessoa que se dá a essas práticas proibidas, é um "esfriamento" espiritual. Começa a esfriar na fé, deixa a oração, os sacramentos, e torna-se fraco na fé, na esperança e na caridade, até, digamos, morrer espiritualmente.

Se você entra num ambiente espírita, de macumba, candomblé, etc., mesmo que seja apenas por curiosidade, "sem maldade", você está pecando e colocando-se sob o jugo do demônio. Neste assunto, é a "curiosidade" que leva muitos católicos ao pecado.

Sabemos que o demônio pode se fazer presente nesses ambientes, já que a Igreja nos garante que nenhum "espírito" dos mortos andam perambulando pelo mundo e, muito menos "baixando" em lugar algum. Os espíritos que baixam nesses "centros", se baixam, são certamente espíritos malignos.

Repete a Palavra de Deus, pelo livro do Levítico:

"Se alguém se dirigir aos espíritas ou aos adivinhos para fornicar com eles, voltarei o meu rosto contra esse homem..." (Lev 20,6).

Por "adivinhos" devemos entender todas as formas de se buscar o conhecimento de realidades ocultas, conhecer o futuro, etc. Entre essas práticas estão, entre outras, a invocação dos mortos (necromancia), a leitura das mãos (quiromancia), a astrologia, os búzios, cartomancia, consultas aos cristais, tarôs, numerologia, etc.

Uma verdade bíblica que todo católico precisa saber, é o que disse São Paulo aos coríntios:

"As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas aos demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou quereis provocar a ira do Senhor?" (1 Cor 10,20-22).

Qual é o grande ensinamento que esta Palavra nos traz?

Que todo culto que se presta a uma entidade espiritual, é recebido ou por Deus ou por Satanás. Como os pagãos não prestam o seu culto a Deus, então, por exclusão, quem o recebe é o demônio. Daí podermos entender porque Deus abomina aqueles que se dão a essas práticas pagãs já citadas. Neste caso, Deus é rejeitado, é traído. E daí podemos entender também porque o "ambiente" fica propício à presença e manifestação do Mal.

O Antigo Testamento está repleto da "fúria" de Deus para com o seu povo eleito, quando esse povo "prevaricava", isto é, praticava a idolatria. Nessas situações, Deus abandonava o seu povo nas mãos dos seus inimigos, que os vencia nos combates, e muitas vezes os escravizava. O socorro de Deus só chegava depois que o povo se arrependia do mal que praticara. Pela boca do profeta Jeremias o Senhor diz:

"Eu os condenarei pelos males que cometeram, por me haverem abandonado, ofertando incenso a outros deuses e adorando a obra de suas mãos" (Jer 1,16).

"Ó céus, plasmai, tremei de espanto e horror ...

Porque o meu povo cometeu uma grande perversidade: abandonou-me, a mim, fonte de água viva, para cavar cisternas, cisternas fendidas que não retém a água" (Jer 2,11-13).

E o povo de Deus tinha plena consciência de que era a prática da idolatria que atraia sobre ele os castigos:

"Porque decretou o Senhor contra nós todos esses flagelos? Qual é o pecado, qual é o crime que cometemos contra o Senhor nosso Deus? Tu lhe dirás: É que vossos pais me abandonaram - oráculo do Senhor - para correr após outros deuses, rendendo-lhes um culto e diante deles se prosternando. E porque me abandonaram e deixaram de cumprir a minha lei, e porque vós mesmos fizestes pior que vossos pais, cada qual, sem me ouvir, obstinou-se em seguir as más tendências de seus corações. Assim, expulsar-vos-ei desta terra para vos lançar numa terra que não conhecestes, nem vós, nem vossos pais. Lá, dia e noite, rendereis culto aos deuses estranhos, porque eu não vos perdoarei" (Jer16,10-13).

Os Atos dos Apóstolos, escrito por S. Lucas, contam que S. Paulo expulsou um "espírito de adivinhação" de uma moça escrava que, com suas adivinhações dava muito lucro a seus senhores. Disse S. Paulo a esse espírito de adivinhação:

"Ordeno-te em nome de Jesus Cristo que saias dela". "E na mesma hora saiu" (At 16,16-18).

É óbvio que S. Paulo não falara a um "fantasma" ou a algo inexistente, apelando para a autoridade do Nome de Jesus. São Paulo expulsou da escrava um demônio, um espírito de adivinhação que estava na moça e dava-lhe o poder de adivinhar.

Isso muitas vezes ocorre nos centros espíritas e nos terreiros de macumba. O demônio sabe se "transfigurar em anjo de luz" (II Cor 11,14), como nos alerta São Paulo. E muito católico desavisado cai nas suas armadilhas. Como ele é um anjo, embora decaído, conserva os seus poderes superiores aos nossos. Sua inteligência é muito mais perfeita que a dos homens. E ele faz também os seus "milagres". Para conferir isto com a Palavra de Deus, basta ler o que São Paulo fala na carta aos tessalonicenses:

"A manifestação do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar" ( 2 Ts 2,9-10).

O espiritismo nega pelo menos 40 verdades da fé cristã:

1. Nega o mistério, e ensina que tudo pode ser comprendido e explicado.
2. Nega a inspiração divina da Bíblia.
3. Nega o milagre.
4. Nega a autoridade do Magistério da Igreja.
5. Nega a infalibilidade do Papa.
6. Nega a instituição divina da Igreja.
7. Nega a suficiência da Revelação.
8. Nega o mistério da Santíssima Trindade.
9. Nega a existência de um Deus Pessoal e distinto do mundo.
10. Nega a liberdade de Deus.
11. Nega a criação a partir do nada.
12. Nega a criação da alma humana por Deus.
13. Nega a criação do corpo humano.
14. Nega a união substancial entre o corpo e a alma.
15. Nega a espiritualidade da alma.
16. Nega a unidade do gênero humano.
17. Nega a existência dos anjos.
18. Nega a existência dos demônios.
19. Nega a divindade de Jesus.
20. Nega os milagres de Cristo.
21. Nega a humanidade de Cristo.
22. Nega os dogmas de Nossa Senhora (Imaculada Conceição, Virgindade perpétua, Assunção, Maternidade divina).
23. Nega nossa Redenção por Cristo (é o mais grave!).
24. Nega o pecado original.
25. Nega a graça divina.
26. Nega a possibilidade do perdão dos pecados.
27. Nega o valor da vida contemplativa e ascética.
28. Nega toda a doutrina cristã do sobrenatural.
29. Nega o valor dos Sacramentos.
30. Nega a eficácia redentora do Batismo.
31. Nega a presença real de Cristo na Eucaristia.
32. Nega o valor da Confissão.
33. Nega a indissolubilidade do Matrimônio.
34. Nega a unicidade da vida terrestre.
35. Nega o juízo particular depois da morte.
36. Nega a existência do Purgatório.
37. Nega a existência do Céu.
38. Nega a existência do Inferno.
39. Nega a ressurreição da carne.
40. Nega o juízo final.

Apesar de tudo isso muitos continuam a proclamar que "o espiritismo e o Cristianismo ensinam a mesma coisa..."

Na verdade é o "joio no meio do trigo" (Mt 13,28), que o inimigo semeou na messe do Senhor. Nada como o espiritismo nega tão radicalmente a doutrina católica.

Ouçamos, finalmente, a palavra oficial da nossa Mãe Igreja, que tão bem nos ensina através do Catecismo:

"Todas as formas de adivinhação hão de ser rejeitadas: recurso a Satanás ou aos demônios, evocação dos mortos ou outras práticas que erroneamente se supõem "descobrir" o futuro. A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia (leitura das mãos), a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão (bolas de cristais), o recurso a médiuns escondem uma vontade de poder sobre o tempo, sobre a história e finalmente sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Estas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus" (N° 2116).

"O espiritismo implica frequentemente práticas de adivinhação ou de magia. Por isso a Igreja adverte os fiéis a evitá-lo" (N° 2117).

Os católicos que se deram a essas práticas condenadas pela Igreja podem e devem abandoná-las com urgência. Devem procurar um sacerdote, fazer uma confissão clara dos seus pecados e prometer a Deus nunca mais se dar a essas práticas.

É preciso também destruir todo material (livros, imagens, gravuras, vestes, etc.) usadas e consagradas nesses cultos.

O pecado dessas práticas é contra o primeiro mandamento da Lei de Deus: "Amar a Deus sobre todas as coisas". A gravidade está no fato da pessoa ir buscar poder, fama, dinheiro, consolação, etc., num lugar e numa prática não permitida por Deus e pela Igreja. Isto ofende a Deus.

Essas práticas eram usadas na Mesopotâmia antiga, no Egito, entre os povos de Canãa, enfim, entre os pagãos, e eram terminantemente proibidas por Deus ao seu povo.

Parece que hoje, grande parte do povo, volta ao paganismo e às suas práticas idolátricas. Isto nega o Cristianismo. A Igreja, como Mãe bondosa e cautelosa não quer que os seus filhos se percam."

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Homenagem a Dra.Zilda Arns

 Graça e paz da Parte de Cristo !

Ontem foi lembrado o 1° aniversário de morte de Zilda Arns, uma mulher com sua dedicação fundou a Pastoral da Criança e também Pastoral do Idoso. Vendo o modelo dessa mulher, percebemos a beleza do total serviço a Deus, e que até agora nada fizemos. Dom Hélder Câmara certa vez disse “Existem mortos que não enterramos  e sim semeamos”, isso se reflete com toda certeza da figura de Zilda Arns. Diante do sinal da Cruz, que ficou de pé perante o terremoto, um sinal de solidariedade é acolhido no coro celeste, na terra sua missão foi realizar o desejo do Amado "Para que todas as crianças tenham vida", e hoje sua lembrança é viva na suas obras.

Trago aqui presente aos leitores um texto em homenagem a Zilda Arns, feito pela Pastoral da Criança da Arquidiocese de São Paulo, intitulado "Um ano sem Dra.Zilda".


                                                            Um ano sem Dra.Zilda



"Há exatamente um ano um terremoto no Haiti refletiu diretamente na ação de 240 mil voluntários da Pastoral da Criança no Brasil. O desastre natural levou a grande líder do trabalho, Dra. Zilda Arns, em 12 de janeiro de 2010. A partida deixou órfãos aqueles que voluntariamente agiam em prol da saúde e da formação de crianças com até seis anos de regiões pobres. No entanto, não foi o fim do trabalho. A médica sanitarista, que criou a ação que ajudou a reduzir a mortalidade infantil, continua sendo a inspiração das voluntárias e voluntários da Pastoral da Criança. 

Cerca de 1 milhão e 600 mil crianças são acompanhadas em todo o Brasil pela Pastoral da Criança, presente em 4000 municípios. O trabalho ainda abrange 85 mil gestantes. Além de orientar sobre os cuidados maternos, a ação busca promover a cidadania, informando sobre os direitos e incentivando a mobilização popular. Acompanhamos os conselhos da saúde e da criança, observamos os problemas vivenciados pelas famílias, o atendimento nos postos de saúde, o registro de nascimento das crianças e as causas das mortes infantis. O objetivo é transformar a realidade, dando autonomia às pessoas na busca por seus direitos.

Todo esse trabalho, iniciado em 1983 na cidade de Florestópolis/PR por Zilda Arns, continua a todo vapor. Nesses mais de 27 anos, a ação cresceu baseada na multiplicação do conhecimento nas comunidades. São realizadas visitas às famílias, encontros, reuniões e ações complementares como alfabetização, geração de renda, alimentação saudável e hortas caseiras, saúde bucal, brinquedos e brincadeiras e comunicação popular. Na Arquidiocese de São Paulo, todas essas atividades são realizadas. Em 2010, contamos com 2311 voluntários, que acompanharam 16.279 crianças.

Estamos há um ano sem a presença física de Dra. Zilda Arns, mas temos certeza que contamos com sua presença espiritual. A sua inquietação e disponibilidade para ajudar se multiplicaram, conquistando milhares de voluntários. O nosso desafio é manter essa chama acesa e trazer mais pessoas para promoverem o desenvolvimento integral das crianças. Esse é o nosso desejo em 2011, ter mais pessoas na Pastoral da Criança, para assim aumentar o número de famílias acompanhadas, promovendo entre elas os ensinamentos que foram deixados por Dra. Zilda."

Elaboração: Pastoral da Criança da Arquidiocese de São Paulo

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Graça e Paz da parte de Cristo.
Pertenço a Barca de Pedro, que diante das ondas fica firme e de pé, pois sabe que o Senhor Ressuscitado vai sobre as águas consolar a sua esposa, a sua Igreja. A Igreja católica hoje, como sempre, está sendo muito atacada. Fruto da falta de conhecimento sobre verdades de fé de alguns e também fruto dos constantes ataques do inimigo. Pessoas que hoje buscam milagres, quando na verdade o maior milagre é feito todos os dias sobre ao altar, vão a busca de outras “igrejas”; Lá é feito um processo de “como criticar a Igreja Católica” e assim os membros dessas seitas já se achando doutores em verdades de fé,ou até mesmo como parte da santíssima trindade, começar um processo de jogar pedras e condenar os Católicos ao inferno. Jesus foi firme e direto ao falar que as portas do inferno não podem e não prevalecerão contra a Igreja. (Mt 16,18), isso só mostra que a barca pode até balança com as ondas, mas ela não vai cair.


Sejamos pois, filhos da Igreja, firme na fé Católica. A mesma fé que os apóstolos ensinaram, a mesma fé da qual muitos mártires doaram a vida para defender, a mesma Igreja que espera a vinda triunfante do Senhor Jesus, a mesma Igreja que na terra sofre, que combate o bom combate para assim receber a coroa do justo juiz.Que nossa vida seja a mesma da qual falou Santa Teresa de Ávila “quero morrer filha da Igreja”, pois acreditamos que o nosso Amado Salvador a de em tudo fortalecer seus filhos.



"Ame seu pai, porém não mais que Deus.Ame sua mãe,porém não mais que a Igreja,que lhe deu a luz para a vida eterna” .Santo Inácio de Antioquia, essa luz que é o próprio Deus, aquele do qual devemos largar tudo para seguir e amar sobre todas as coisas.
                                                                                                                             Thiago Farias †

Salve Maria!