quarta-feira, 23 de novembro de 2011

“Eu vejo você”: de Santo Agostinho até Avatar


Graça e paz da parte de Cristo !


Caros leitores devido ao pouco tempo para escrever, trago presente um artigo do blog "Vida e Castidade", por sinal uma ótima fonte de leitura ; mas prometo ser mais presente e já estou preparando novas postagens.

Boa leitura!

 “Eu vejo você”: de Santo Agostinho até Avatar

Por Christopher West

Quando Avatar se tornou o filme de maior bilheteria da história do cinema, pensei que poderia ir lá e conferir o que o filme tinha de especial.

De fato, há várias coisas a se admirar nesse filme. Além do visual de tirar o fôlego e dos efeitos especiais surpreendentes, eu fiquei especialmente fascinado pelas três palavras simples com que o povo Na'vi se cumprimentava: “eu vejo você”. Como explicado no filme, significa mais do que ver o outro fisicamente, com os olhos. Significa ver dentro do outro, compreender o outro, acolher o outro. Significa ver o coração da outra pessoa, a pessoa da outra pessoa.


E aqui, James Cameron, o escritor e diretor do filme, pode muito bem ter se servido diretamente de Santo Agostinho. Foi o "Doutor da Graça" quem disse que o desejo mais profundo do coração humano é ver o outro e ser visto pelo olhar amoroso do outro (ver Sermão 69, c. 2, 3).

Esse anseio de ver e ser visto, assim como a própria beleza do distante planeta Pandora, remonta ao Éden, à forma original de "ver", sobre a qual João Paulo II reflete em sua Teologia do Corpo. Como o último Papa expressou, o primeiro homem e a primeira mulher “viam o outro mais plena e claramente do que através do próprio sentido da visão.” Eles viam um ao outro com um "olhar interior" (ver catequese de 02/01/1980) - um olhar que vê “dentro” do outro, criando um vínculo profundo de paz e intimidade.

Um "olhar interior" é precisamente o que o povo Na’vi expressa quando diz “eu vejo você”. E isso, creio eu, é um dos atrativos de Avatar: o filme nos convida para uma maneira diferente de ver um ao outro, e o mundo ao nosso redor.
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Tradução de trechos do artigo “’I See You’: From Augustine to Avatar”, de Christopher West. Veja o artigo original em: http://www.christopherwest.com/page.asp?contentID=137


Fonte:  http://vidaecastidade.blogspot.com/2011/07/eu-vejo-voce-de-santo-agostinho-ate.html

domingo, 30 de outubro de 2011

Mistério da Trindade

Graça e paz da parte de Cristo!


Santo Agostinho relata um sonho que fala de todo o mistério da Santíssima Trindade:

“Certa vez, Santo Agostinho estava caminhando às margens do mar e viu um menino, que havia feito um buraco na areia. Com um balde pegava a água do mar e colocava dentro desse buraco. Santo Agostinho, observando-o, comenta:
- você nunca conseguirá colocar toda a água do mar dentro desse buraco.
O menino, então, respondeu:
-é mais fácil colocar toda a água do mar dentro desse buraco do que entender o mistério da Trindade. ”

Essa história quer apenas ensinar que, sendo um mistério, não conseguiremos nunca acolher toda a realidade que engloba a Trindade. Por isso é muito normal a sua situação; de fato você diz que já ouviu sobre o tema, mas ainda não ficou contente. A Razão por ser limitada não consegue abraçar todo esse mistério, isso cabe a fé. Isso deve ser um incentivo para que você possa continuar sempre procurando entender esse mistério. A fé deve incentivar a busca do entendimento.
Ainda falando sobre a Trindade Santo Agostinho diz: “Se almejamos compreender tanto quanto nos é possível a Trindade, a igualdade e unidade de um Deus Trino, precisamos crer antes de entender”. Santo Antonio Maria Claret também diz: “Incompreensível vos parecerá isto, sem dúvida. E se pudéssemos compreendê-lo com perfeição seríamos esse Deus”, de fato até mesmo em relação a muitas matérias escolares e fenômenos naturais, desconhecemos muitas coisas, não temos total conhecimento de tudo, porém sabemos que elas existem. Por exemplo, posso não saber como é formado o Ar, porém sei que ele existe, eu sinto ele, assim Deus Trino, infinitamente maior que toda ciência, nunca será compreendido por completo.

O mistério da Trindade consiste em saber que Deus é um em três pessoas; Mistério de comunhão, de unidade na diversidade, como três grandes amigos, que se amam muito, são muito semelhantes, têm os mesmo gostos, o mesmo time. Três velas que quando juntas, formam um só fogo, forte e grande.
“Para que todos sejam um, como tu, Pai, estas em mim e eu em ti” (Jo 17,21a), assim Jesus mostra a sua plena união com Deus (Pai), cuja o amor gera o Espírito Santo.

Frases sobre a trindade.
“Se Deus Pai é que ama, se Jesus é o amado, o Espírito Santo é o amor” (Música da Cantora Adriana).
“A Graça do Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco” (II Cor 13,13), rezado no inicio da Missa.
“A Trindade é uma, quer dizer: Há um só Deus. Não professamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: A Trindade. As pessoas divinas não dividem entre si a única divindade, mas cada uma delas é Deus por inteiro: O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus quanto à natureza. Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (CIC 253).

 “Em nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo”.
   Perceba que “Os cristãos são batizados «em nome» do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e não «nos nomes» deles porque não há senão um só Deus – o Pai Onipotente, o Seu Filho Unigênito e o Espírito Santo: a Santíssima Trindade.” (Catecismo da Igreja Católica 233).
  Todas as nossas orações têm inicio e fim sobre a luz do Deus uno e trino. O mistério da trindade é o centro da fé, que se torna modelo para a unidade dos homens.

Pessoas da Trindade.

Pai=Não foi criado nem gerado, ele é o criador. É o "princípio e o fim, princípio sem princípio”. Envio o seu Filho. Primeira pessoa da Trindade, eterno e perfeito. Pai em relação ao seu Filho único, Jesus, e somos também seus filhos por herança. “Pai dos pobres”, “Deus de Israel”, “Aba Pai” (Paizinho), “Pai Nosso”, “Eu sou” (Javé), “Todo-poderoso”. Cheio de amor pelas criaturas, fiel a aliança.

Filho= Gerado na eternidade (não criado) pelo Pai e consubstancial (pertencente à mesma natureza e substância) a Ele. Jesus de Nazaré, Verbo Encarnado, assumio natureza humana. Ao se fazer homem, sofreu como homem todo sofrimento, ele é redentor do mundo. Senhor e mestre dos homens. “Emanuel”, “Bendito”, “Prometido”, “Deus salva”, “Filho unigênito”, “Messias”, “Pão vivo que desceu do céu”, “Salvador”. Veio para anunciar a boa noiva; Esposo de nossas almas.

Espírito Santo: É Amor íntimo e infinito de Deus sobre os homens, segundo a reflexão de Agostinho. Manifestou-se no Batismo, Pentecoste e guia a Igreja durante toda história. Terceira pessoa da Trindade santifica a Igreja no mundo com os seus dons. Somos templos do Espírito Santo e por meio dele encontramos palavras para louvar e forças para seguir, e luzes para iluminar o pecado em nós. “Doce hospede”, “Paráclito”, “Consolador”.

 “O fim último de toda a economia divina é o acesso das criaturas à unidade perfeita da bem-aventurada Trindade (82). Mas já desde agora nós somos chamados a ser habitados pela Santíssima Trindade: «Quem me tem amor, diz o Senhor, porá em prática as minhas palavras. Meu Pai amá-lo-á; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada» (Jo 14, 23):
«Ó meu Deus, Trindade que eu adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente de mim, para me estabelecer em Vós, imóvel e pacifica como se já a minha alma estivesse na eternidade. Que nada possa perturbar a minha paz, nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me leve mais longe na profundeza do vosso mistério! Pacificai a minha alma, fazei dela o vosso céu, vossa morada querida e o lugar do vosso repouso. Que nunca ai eu Vos deixe só, mas que esteja lá inteiramente, toda desperta na minha fé, toda em adoração, toda entregue à vossa ação criadora»” (Catecismo da Igreja Católica 260).

Fontes Biográficas:  Catecismo da Igreja Católica.

Salve Maria!
                                                                                                                          Thiago Farias †

domingo, 25 de setembro de 2011

Ao meu Jesus Amado!


Morrer de amor é ta todo consumido do Amado, é um abandono da própria vida e velar eternamente o Amado. Na cruz Jesus, que viveu de amor, morre de amor. A alma também animada de tão doce certeza se joga e se entrega nos braços do Amado, dá tudo, razão, sentimento, olhar, sangue, suor. A alma fixa o olhar no céu e reflete todo esplendor da criação, busca na terra as bem-aventuranças, a plena amizade com o Amado, os valores se limitam no Amado. Ela se percebe uma equação incompleta, em busca da “incógnita” de sua vida, ela se percebe na certeza do Sumo-Bem. As palavras são poucas para definir o tão brado encontro, a alma e o seu Amado, ela é capaz de correr léguas do caminho espiritual, ela salta  barreiras, ela faz tudo, abandona tudo, para ter com o encontro com o Amado.

Thiago Farias †

domingo, 18 de setembro de 2011

Exaltação da Santa Cruz!

Dos Sermões de Santo André de Creta, bispo

(Oratio 10 in Exaltatione sanctae crucis: PG97,1018-1019)

(Séc.VIII)

A glória e a exaltação de Cristo é a cruz
 

Celebramos a festa da cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz. Celebramos a festa da cruz e junto com o Crucificado somos levados para o alto para que, abandonando a terra com o pecado, obtenhamos os céus. A posse da cruz é tão grande e de tão imenso valor que seu possuidor possui um tesouro. Chamo com razão tesouro aquilo que há de mais belo entre todos os bens pelo conteúdo e pela fama. Nele, por ele e para ele reside toda a nossa salvação, e é restituída ao seu estado original.

Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado. Se não houvesse a cruz, a vida não seria pregada ao lenho com cravos. Se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado as fontes da imortalidade, o sangue e a água, que lavam o mundo. Não teria sido rasgado o documento do pecado, não teríamos sido declarados livres, não teríamos provado da árvore da vida, não se teria aberto o paraíso. Se não houvesse a cruz,a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o inferno.

É, portanto, grande e preciosa a cruz. Grande sim,porque por ela grandes bens se tornaram realidade; e tanto maiores quanto, pelos milagres e sofrimentos de Cristo, mais excelentes quinhões serão distribuídos. Preciosa também porque a cruz é paixão e vitória de Deus: paixão, pela morte voluntária nesta mesma paixão; e vitória porque o diabo é ferido e com ele a morte é vencida. Assim, arrebentadas as prisões dos infernos, a cruz também se tornou a comum salvação de todo o mundo.

É chamada ainda de glória de Cristo, e dita a exaltação de Cristo. Vemo-la como o cálice desejável e o termo dos sofrimentos que Cristo suportou por nós. Que a cruz seja a glória de Cristo, escuta-o a dizer: Agora, o Filho do homem é glorificado e nele Deus é glorificado e logo o glorificará (Jo 13,31-32). E de novo: Glorifica-me tu, Pai, com a glória que tinha junto de ti antes que o mundo existisse (Jo 17,5). E repete: Pai, glorifica teu nome. Desceu então do céu uma voz: Glorifiquei-o e tornarei a glorificar (Jo 12,28), indicando aquela glória que então alcançou na cruz.

Que ainda a cruz seja a exaltação de Cristo, escuta o que ele próprio diz: Quando eu for exaltado, atrairei então todos a mim (cf. Jo 12,32). Bem vês que a cruz é a glória e a exaltação de Cristo.
 

domingo, 28 de agosto de 2011

Santo Agostinho

Hoje é lembrado o santo que depois de tanto buscar a felicidade aprendeu que ela é fruto da interiorização, falo de Santo Agostinho. Somente o homem interior pode responder "Quem é Deus?" E depois de uma bela conversão o santo hoje lembrado soube experimentar tal resposta quando percebeu que o céu, terra e mar convida o homem a tão somente amar Deus. Santo Agostinho soube em seus escritos revelar que o desejo do homem é a felicidade, esta encontrada tão somente em Deus o motor invisível. Louvado seja Deus por tão bela vocação, doutor da Igreja e homem do encontro pessoal com o Deus da felicidade.

Trago alguns pensamentos de Santo Agostinho

"Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu fora. Estavas comigo e não eu contigo. Exalaste perfume e respirei. Agora anelo por ti. Provei-te, e tenho fome e sede. Tocaste-me e ardi por tua paz."

"Para alcançarmos esta vida feliz, a verdadeira Vida nos ensinou a orar."

"Não é de admirar se a soberba gera a separação, a caridade, a unidade."

"Oh eterna verdade, verdadeira caridade e querida eternidade! És o meu Deus, por ti suspiro dia e noite"

"Que eu te conheça, ó conhecedor meu! Que eu também te conheça como sou conhecido! Tu, ó força de minha alma, entra dentro dela, ajusta-a a ti, para a teres e possuíres sem mancha nem ruga."

"Quereis cantar louvores a Deus? Sede vós mesmos o canto que ides cantar. Vós sereis o seu maior louvor, se viverdes santamente."

"Teu desejo é a tua oração; se o desejo é contínuo, também a oração é contínua. Não foi em vão que o Apóstolo disse: Orai sem cessar (1Ts 5,17). Ainda que faças qualquer coisa, se desejas aquele repouso do Sábado eterno, não cessas de orar. Se não queres cessar de orar, não cesses de desejar."

Quando amor Deus.

"Mas o que amo, quando vos amo? Não amo a beleza física, nem a glória temporal, nem o brilho da luz tão agradável a meus olhos, nem as doces melodias de vários tipos de canções, nem o suave perfume das flores, nem os aromas, nem as especiarias, nem o mel ou o maná, nem os membros tão disponíveis aos abraços da carne. Nada disso eu amo, quando amo o meu Deus. E contudo, amo uma luz, uma voz, perfume, um alimento e um abraço do interior, onde brilha em minha alma uma luz que nenhum espaço pode conter, onde soa uma voz que  o tempo não enfraquece, onde se exala um perfume que o vento não dissipa, onde se saboreia um alimento (Eucaristia) que a voracidade não diminui, onde se sente um contato que sociedade não elimina. Isso é o que amo quando amo o meu Deus"

São Tomás de Aquino.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Caminhada com Maria 2011

A grande multidão da Caminhada com Maria é emocionante. O início do trajeto começa com pouco mais de 150 mil pessoas, porém, em poucos instantes ao aproximar-se da ponte sobre o Rio Ceará muitos juntam-se ao grande corpo e rapidamente alcançamos 1 milhão de pessoas. No decorrer do percurso nossas equipes registraram o crescimento para mais de 1,8 milhão de pessoas.
Números? Grandiosidade? Multidão?
O que mais alegra não é isso. É a força da fé de cada um que decora a porta de sua casa, leva seus filhos ou pais, emociona-se com a passagem da imagem da Mãe de Deus... a força de um povo que grita: EU TENHO MÃE